10/11/2025 – 15:36
Debates na COP30 Destacam Importância da Preservação Ambiental
Durante o primeiro dia da Conferência das Partes sobre o Clima (COP30), em Belém (PA), parlamentares enfatizaram a necessidade de valorização dos povos tradicionais, ações locais contra as mudanças climáticas e ampliação do financiamento para a preservação das florestas.
Reconhecimento dos Povos Indígenas
A deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) destacou a importância de reconhecer os diferentes tempos da natureza e da ação humana, ressaltando que os povos indígenas são fundamentais na preservação ambiental. Segundo Xakriabá, eles representam “o maior banco de estoque de carbono” do planeta, e essa contribuição deve ser levada em consideração na formulação de políticas ambientais. “Preservar as florestas é essencial para equilibrar o clima e garantir o futuro das próximas gerações”, afirmou.
A deputada comparou o tempo natural ao tempo das construções humanas, citando a árvore sumaúma, com cerca de 100 metros de altura e idade entre 600 e 900 anos. Ela alertou que eventos trágicos como o do rio Doce não podem ser revertidos. “É hora de agir, não apenas para reflorestar, mas também para impedir novos desmatamentos”, concluiu.
Enfrentando Desafios Locais
Outra parlamentar, Carol Dartora (PT-PR), chamou a atenção para a importância de incluir as comunidades vulneráveis no debate climático. Ela mencionou a recente tragédia em Rio Bonito do Iguaçu (PR) como um exemplo da urgência em lidar com os efeitos das mudanças climáticas. “Esse debate precisa chegar nos territórios, onde vivem as comunidades mais impactadas pelos eventos extremos”, enfatizou.
Dartora defendeu a promoção de justiça socioambiental e a criação de políticas públicas que considerem as necessidades das populações locais.
Acordos Internacionais em Foco
O deputado Nilto Tatto (PT-SP), coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, também está presente na COP30 e expressou expectativas de avanços nos acordos de financiamento climático. Ele explicou que os países estão discutindo estratégias para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C em relação ao período pré-industrial.
Tatto defendeu a criação de um fundo global de florestas e alertou que cerca de 1,3 trilhão de dólares são necessários para auxiliar os países em desenvolvimento na transição para economias de baixa emissão de gases de efeito estufa e na adaptação às mudanças climáticas.
Da Redação – GM
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