Noruega Anuncia Investimento de US$ 2,9 Bilhões em Fundo Global para Conservação das Florestas Tropicais
A Noruega destinará 30 bilhões de coroas norueguesas, aproximadamente US$ 2,9 bilhões, ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Jonas Gahr Støre durante a Cúpula de Líderes da COP30, em Belém (PA). O fundo foi proposto pelo Brasil como um mecanismo internacional para financiar a conservação das florestas tropicais em todo o mundo.
Importância do Fundo
Durante o evento, Støre destacou que o novo fundo assegurará um financiamento estável e de longo prazo para os países que preservam suas florestas, sendo fundamental para conter o desmatamento e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. “Proteger as florestas tropicais é um investimento em nosso futuro comum. Este fundo ajudará a proteger ecossistemas vulneráveis, essenciais para mitigar a crise climática e ambiental global”, disse o ministro norueguês do Clima e Meio Ambiente, Andreas Bjelland Eriksen.
A Noruega, que é a maior doadora histórica do Fundo Amazônia, realizará os repasses em empréstimos graduais ao longo de 10 anos, com vencimento previsto até 2075. Este investimento representa o maior montante já alocado pelo país em iniciativas ambientais internacionais.
Condições e Metas do Fundo
Os empréstimos do governo norueguês estarão condicionados ao cumprimento de metas de governança e sustentabilidade, que incluem:
- Captação de pelo menos 100 bilhões de coroas norueguesas de outros doadores até 2026;
- Limitação da participação norueguesa a 20% do total;
- Manutenção de um nível de risco aceitável no modelo de financiamento;
- Destinação de pelo menos 20% dos recursos a povos indígenas e comunidades locais que atuam na proteção florestal.
O objetivo a longo prazo do TFFF é alcançar a autossustentabilidade, reduzindo a dependência de novas contribuições governamentais.
Proposta Brasileira para a Sustentabilidade
Idealizado pelo governo brasileiro, o TFFF visa estabelecer uma estrutura permanente de financiamento global, considerando a preservação das florestas tropicais como um ativo econômico. O modelo proposto utiliza uma lógica de mercado para o financiamento climático, com a meta de captar cerca de US$ 125 bilhões em investimentos privados que serão reinvestidos em projetos sustentáveis.
Os rendimentos excedentes serão utilizados para remunerar os países que conservam suas florestas, proporcionalmente à área preservada. O Brasil e a Indonésia já confirmaram aportes de US$ 1 bilhão cada, enquanto Portugal anunciou a contribuição de 1 milhão de euros.
