Universidade de São Paulo Inova com Desenvolvimento de Phantom para Tomografia de Pulmão
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um novo dispositivo de simulação, conhecido como “phantom”, para otimizar a qualidade das imagens de tomografia computadorizada (TC) de pulmão. Este avanço é crucial na detecção precoce do câncer de pulmão, uma doença que resultou em 1,8 milhão de mortes globais em 2022, incluindo 28,6 mil óbitos no Brasil em 2020.
Inovação Tecnológica em Saúde
Liderado pelo físico Paulo Roberto Costa, do Departamento de Física Nuclear do Instituto de Física (IF) da USP, o projeto visa aprimorar protocolos de precaução na detecção de nódulos. O novo phantom combina características clássicas com uma representação antropomórfica realista da anatomia pulmonar. Segundo Costa, o dispositivo permite não só otimizar equipamentos, mas também gerar imagens que se assemelham às obtidas em exames em humanos.
O phantom da USP é baseado em um modelo desenvolvido na Universidade Duke, nos EUA, que foi adaptado e comercializado por uma empresa. No entanto, o dispositivo brasileiro se utiliza de técnicas de impressão 3D e resinas avançadas para apresentar uma aparência mais próxima da anatomia humana, facilitando testes mais específicos em tomógrafos.
Colaboração e Validação Internacional
O projeto contou com a colaboração de especialistas em radiologia, incluindo o diretor do corpo clínico do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas, Marcio Sawamura. Durante a fase de validação, realizada no Centro Médico da Universidade Radboud, na Holanda, o phantom foi testado em equipamentos de tomografia de última geração.
O dispositivo, que pesa 60 quilos e possui um design complexo, representa pacientes de diferentes tamanhos. Sua estrutura inovadora permite avaliações precisas da qualidade de imagem, além de simular as propriedades de diferentes tipos de nódulos pulmonares. A física Diana Rodrigues de Pina, da Unesp, elogia o projeto como uma inovação que preencherá a lacuna deixada pela escassez e altos custos de phantoms disponíveis no mercado internacional.
Perspectivas Futuras
Com os resultados positivos, Costa planeja desenvolver outros modelos antropomórficos que simularão pneumonia, infecções e outros achados tomográficos. A equipe também está considerando a utilização de inteligência artificial para quantificar volumes de nódulos. Além disso, novas iniciativas estão em andamento, incluindo um modelo para simular o abdômen e outro para o crânio, ambos em fase avançada de desenvolvimento.
Esta reportagem é uma adaptação de um texto originalmente publicado na revista Pesquisa FAPESP, intitulado “Simulador de pulmão”, na edição nº 357, de novembro de 2025.
Fonte: CNN https://www.cnnbrasil.com.br/saude/brasileiros-desenvolvem-dispositivo-que-simula-pulmao-e-nodulos/
📲 Receba as notícias de Curitiba no WhatsApp!
Participe do grupo do Busão Curitiba e fique por dentro de tudo que acontece na cidade. Entrar no grupo ›



