Brutalidade e Medo: Caso de Feminicídio na Itália Choca Brasil
No último dia 28 de outubro, a brasileira Jessica Stappazzollo Custodio de Lima, de 33 anos, foi assassinada com golpes de faca pelo ex-companheiro, Douglas Reis Pedroso, na cidade de Castelnuovo del Garda, na Itália. O crime, que gerou grande comoção, levanta questões sobre a violência doméstica que a vítima enfrentava antes do feminicídio.
Relatos de Agressões
A irmã de Jessica, Laiza Stappazzollo, revelou à emissora Mediaset que a vítima era alvo de agressões frequentes por parte de Douglas. “Ela viveu meses de medo e violência, mas nunca teve coragem de denunciar”, afirmou, destacando a situação de vulnerabilidade enfrentada pela irmã, que temia o ex-companheiro.
Histórico de Violência
Laiza lembrou que, em dezembro de 2024, foi vítima de um episódio de violência perpetrado por Douglas e teve coragem de denunciá-lo. Na ocasião, havia visitado Jessica e planejado passar a noite em sua casa. “Bebemos um pouco, e a situação piorou quando meu namorado e eu fomos para o quarto”, contou Laiza, relatando que Douglas começou a bater na porta, exigindo que abrissem.
Após abrirem a porta, Laiza foi atacada por Douglas, que tentou arrancar seu moletom. O namorado dela conseguiu imobilizá-lo, permitindo que Laiza fugisse e acionasse a polícia. No entanto, Jessica foi levada para o banheiro, onde foi agredida violentamente. “Ele a forçou a entrar no banheiro e começou a bater nela, a bater a cabeça dela contra o mármore”, detalhou Laiza, que também narrou o desespero vivido pela irmã após as agressões.
Impacto e Lembranças
Laiza, emocionada, descreveu Jessica como uma pessoa generosa e dedicada, que sempre se preocupava com os outros, mesmo diante de suas dificuldades. “É difícil falar sobre isso agora, mas sempre me lembrarei da Jessica como um exemplo. Todos nós sentiremos muita falta dela”, concluiu.
Sobre o Suspeito
Douglas Reis Pedroso, de 41 anos, tinha um vasto histórico criminal relacionado à violência doméstica. Após o assassinato de Jessica, ele teria contatado as autoridades, ameaçando tirar a própria vida. Douglas havia sido preso anteriormente e, apesar de uma ordem judicial que determinava o uso de tornozeleira eletrônica, ele não estava usando o dispositivo no momento do crime.
