29/10/2025 – 18:35
Deputados Apoiam Megaoperação Contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro
Diversos deputados da oposição manifestaram apoio à operação policial em andamento no Rio de Janeiro, que visa desarticular a facção criminosa Comando Vermelho. Os parlamentares expressaram suas opiniões em entrevistas e discursos no Plenário, destacando a necessidade de ações fortes contra o crime organizado.
Apoio à Participação Federal
O deputado Kim Kataguiri (União-SP) elogiou a operação e ressaltou a importância de uma participação federal para enfrentar a questão da criminalidade. “Fala-se aqui tanto em soberania. Não há nada mais soberano do que controlar o território nacional, fazer valer o ordenamento jurídico e impor a lei e a ordem. Infelizmente, parece que o governo federal tem interesses outros, que não enfrentar as facções criminosas”, declarou.
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Enfrentando o Crime Organizado
O deputado General Pazuello (PL-RJ) também se manifestou a favor da operação, afirmando que era uma medida necessária para combater o narcoterrorismo que domina áreas do Rio de Janeiro. “Era inevitável. As organizações narcoterroristas ocupam o território e impedem a entrada de serviços públicos. Ou combatemos essas facções ou viraremos um narcoestado”, alertou.
Críticas à Justiça e ao STF
O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), vice-líder da oposição, criticou a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, que limitou operações policiais nas comunidades. Ele acusou uma parte da Justiça de favorecer o crime organizado e afirmou que a ação do Supremo Tribunal Federal foi ilegal e inconstitucional.
Projeto de Lei contra Facções Criminosas
Guilherme Derrite, atual secretário de Segurança Pública de São Paulo e deputado federal licenciado, anunciou que irá reassumir seu mandato para relatar um projeto de lei que classifica facções criminosas como organizações terroristas (PL 1283/25). O projeto visa aumentar a pena para crimes graves, como o uso de armamento de guerra, a fim de encarecer o custo das atividades criminosas e dificultar o domínio territorial por essas organizações.
“Se o ordenamento jurídico não acompanhar a evolução do crime organizado, será difícil reverter a situação”, enfatizou Derrite.
Reportagem – Dourivan Lima e Tiago Miranda
Edição – Wilson Silveira
