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ONU Reitera Exigência de Fim do Embargo dos EUA a Cuba

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Assembleia Geral da ONU Aprova Resolução Contra Embargo de Cuba

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, nesta quinta-feira (29), pela 33ª vez, uma resolução pedindo o fim do embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba, iniciado em 1960. A medida contou com o apoio de 165 países, enquanto sete votaram contra e doze se abstiveram. O governo cubano interpretou o resultado como “uma derrota moral de Washington”.

Críticas ao Bloqueio Cubano

O chanceler Bruno Rodríguez Parrilla, que liderou a delegação cubana na ONU, classificou o bloqueio como uma política “brutal e contrária ao direito internacional”. Em um discurso incisivo, ele destacou que o embargo tem o objetivo explícito de restringir as relações comerciais e representa uma agressão sistemática contra a população cubana.

Postura dos EUA e Tensos Debates

Rodríguez também criticou a recente postura do novo representante dos Estados Unidos na ONU, alegando que seu discurso foi “infame, ameaçador e cínico”, com ligações a grupos anticubanos em Miami.

Impacto do Embargo

  • O embargo, vigente há mais de 60 anos, foi endurecido em junho de 2020 pelo então presidente Donald Trump, que proibiu turistas norte-americanos de visitarem a ilha, contribuindo para a escassez de recursos em Cuba.
  • Na última semana, o chanceler cubano acusou o governo dos EUA de fazer “forte pressão e chantagem” sobre outros países, especialmente na Europa e América Latina, para impedir uma votação contrária ao bloqueio.
  • Relatórios cubanos apresentados à ONU indicam que, apenas no último ano, os danos causados pelo embargo ultrapassaram US$ 7,5 bilhões.

Apoio Internacional e Condenação às Medidas dos EUA

A resolução foi aprovada em meio à crescente tensão internacional, onde a maioria dos Estados-membros reafirmou a importância do respeito à soberania nacional e da não interferência em assuntos internos. Os votos contrários vieram de Estados Unidos, Israel, Paraguai, Hungria, Macedônia do Norte, Argentina e Ucrânia, enquanto as abstenções incluíram Albânia, Marrocos e Polônia.

Reações da liderança Cubana

O presidente Miguel Díaz-Canel celebrou o resultado nas redes sociais, destacando que “Cuba, digna e resiliente, derrotou o bloqueio genocida de seis décadas”. Ele acrescentou críticas às “rudes pressões” exercidas pelos EUA, afirmando que “o mundo votou com Cuba pela vida”.

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba, em um comunicado, enfatizou que as manobras dos EUA não conseguiram alterar o veredicto e caracterizou o bloqueio como uma agressão inaceitável à comunidade internacional.

Nas redes sociais, o chanceler Rodríguez ressaltou a mensagem de que “nenhuma campanha de mentiras pode se comparar ao poder da verdade que defendemos. O bloqueio existe, é real e causa sofrimento incalculável em Cuba”, destacando o apoio global à resolução como um reflexo do repúdio a essa política.

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