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Homem Perdoado por Trump é Preso por Ameaçar Líder Democrata

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O líder democrata da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Hakeem Jeffries, anunciou nesta terça-feira (21/10) que um dos condenados pelo ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, que foi perdoado pelo ex-presidente Donald Trump, foi preso por ameaças de morte enviadas por mensagem de texto.

Ameaças de Morte e Prisão

O suspeito, identificado como Christopher Moynihan, de 34 anos, foi detido após enviar mensagens ameaçadoras na sexta-feira (17/10). A comunicação, que ainda não teve o destinatário identificado pela polícia, continha ameaças diretas à vida de Jeffries, que é representante do 8º distrito congressional de Nova York.

“Sou grato às autoridades estaduais e federais pela ação rápida e decisiva ao prender um indivíduo perigoso que fez uma ameaça de morte crível contra mim, com toda a intenção de cumpri-la”, declarou Jeffries em sua conta na rede social X (antigo Twitter).

Conteúdo das Mensagens

O documento judicial revela que as mensagens de Moynihan incluíam declarações perturbadoras sobre um evento público no qual Jeffries se apresentaria. Em uma das mensagens, Moynihan afirmou: “Mesmo que eu seja odiado, ele precisa ser eliminado… Eu o matarei para o futuro.” O conteúdo das mensagens gerou um temor razoável de assassinato por parte do destinatário, conforme apontado no processo. Moynihan enfrenta uma acusação de fazer uma ameaça terrorista, considerada um crime de classe D nos Estados Unidos.

Críticas ao Perdão de Trump

Jeffries aproveitou a situação para criticar o perdão concedido por Donald Trump a indivíduos envolvidos no ataque ao Capitólio. “Infelizmente, nossos bravos homens e mulheres na aplicação da lei estão todos forçados a dedicar seu tempo a manter nossas comunidades protegidas desses indivíduos violentos que nunca deveriam ter sido perdoados”, afirmou.

Histórico de Moynihan

Em fevereiro de 2023, Moynihan foi condenado a 21 meses de prisão por obstrução de um processo oficial. Ele estava entre as cerca de 1.590 pessoas acusadas de participar da invasão ao Capitólio, em que apoiadores de Trump tentaram interromper a certificação da vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais de 2020. Moynihan também se declarou culpado de cinco acusações de contravenção.

Trump, em um gesto de solidariedade a seus apoiadores, concedeu perdão a quase todos os envolvidos no ataque, destacando a polarização política no país.

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