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Uma morte e 11 prisões em operação policial em Paraisópolis

Uma operação policial realizada na comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, resultou na morte de um indivíduo e na prisão de onze pessoas. A ação, batizada de Conexões Ocultas, visava desmantelar uma quadrilha especializada em crimes como roubo, latrocínio e receptação de produtos como celulares, alianças e motocicletas.

Detenções e Circunstâncias do Falecimento

Durante a operação, um suspeito disparou contra um policial no momento da prisão, levando à necessidade de ação por parte dos agentes, o que resultou no falecimento do indivíduo. O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, confirmou que nenhum policial se feriu durante a operação. O caso agora está sendo investigado.

Escopo da Investigação

A investigação tem como objetivo identificar não apenas os responsáveis por roubos e homicídios, mas também os receptadores e aqueles que fornecem armas e placas falsas. Além das detenções, a Justiça paulista expediu 43 mandados de busca e apreensão na região.

Histórico da Operação

Artur Dian detalhou que as investigações começaram no ano passado após a tentativa de latrocínio contra um major da Força Aérea Brasileira (FAB). Com base nas evidências coletadas, foram solicitados 36 mandados de prisão e mais de 40 mandados de busca.

“Deflagramos essa operação que resultou no cumprimento de 15 mandados de prisão. Desses, 11 foram cumpridos na comunidade de Paraisópolis, e quatro em penitenciárias, onde os indivíduos estavam detidos”, explicou Dian em coletiva de imprensa.

Motivações por Trás da Ação Policial

A morte do delegado Josenildo Belarmino de Moura, em janeiro deste ano, foi uma das motivações para a operação. Investigadores descobriram que duas das pessoas presas hoje estavam envolvidas na receptação de um celular roubado ligado a autores da morte do policial. Até o momento, quatro pessoas, incluindo o atirador, já foram detidas.

“As conexões ocultas, que nomeiam a operação, vão sendo reveladas pelas investigações. Nossa intenção é romper essa corrente criminosa”, afirmou Ronaldo Sayeg, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

O Ciclo Criminoso

Segundo Sayeg, o ciclo criminoso se inicia com o roubo, seguido pela entrega dos produtos a um agente facilitador, que, por sua vez, repassa o material ao receptador. Este receptador então coloca os itens de volta no mercado, seja formal ou informal, ou os vende para fora do país.

“Esse ciclo se perpetua, desde a compra de ouro ou celulares até o roubo em si. Nossa meta é quebrar essa corrente”, concluiu Sayeg.

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