A escalada de violência em Gaza continua a gerar graves consequências humanitárias, com o Hamas denunciando novos ataques por parte das forças israelenses. O grupo palestino afirmou que as operações militares continuam, apesar de apelos internacionais por um cessar-fogo. As negociações de paz seguem em pauta, mas a situação permanece crítica.
Ataques em Gaza
No último sábado (4), o Hamas acusou o Exército de Israel de prosseguir com os bombardeios na Cidade de Gaza, mesmo após o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, solicitar um cessar-fogo. A nota do movimento palestino rotulou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, como “mentiroso”, afirmando que os ataques resultaram na morte de 70 pessoas, incluindo crianças e mulheres. “Os bombardeios contínuos expõem as mentiras de Netanyahu sobre a diminuição das operações militares”, declarou o Hamas.
Ofensiva israelense
O Exército de Israel confirmou a continuidade das ofensivas, o que contraria as declarações de Netanyahu sobre o início de um plano de paz proposto por Washington. O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), coronel Avichay Adraee, alertou que o retorno de civis à Cidade de Gaza representa um grande risco. Informes de hospitais locais relatam que as ações israelenses resultaram em 70 mortes nas últimas 12 horas.
Negociações de paz
Apesar dos conflitos, as delegações do Hamas e de Israel se reunirão no Cairo neste domingo (5) e na segunda-feira (6) para discutir a libertação de reféns e a troca de prisioneiros palestinos. Segundo informações da mídia local, as duas partes deverão tratar das condições para a troca de prisioneiros, conforme a proposta do presidente Trump. Essa proposta inclui um cessar-fogo imediato e a libertação de reféns em até 72 horas após a aceitação do acordo.
Expectativas de Netanyahu
Benjamin Netanyahu expressou sua expectativa de que todos os reféns sejam liberados “nos próximos dias”, reiterando que Israel não tolerará atrasos por parte do Hamas. O primeiro-ministro também mencionou a intenção de buscar o desarmamento do Hamas e a desmilitarização de Gaza, destacando que isso poderá ocorrer através de meios diplomáticos ou militares.
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