Trump e Netanyahu Anunciam Plano de Paz para Gaza
Na segunda-feira (29/9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, concluíram um encontro na Casa Branca, onde detalharam um novo plano de paz para a Faixa de Gaza. A proposta inclui medidas de segurança e diplomacia, com o objetivo de garantir um cessar-fogo imediato e um novo modelo de governança na região.
Condições para o Hamas
Durante a coletiva, Trump enfatizou que “é hora” de o Hamas aceitar um acordo de 20 pontos, que prevê um cessar-fogo e a formação de um governo que exclude ações terroristas. “Este é um Hamas diferente daquele com o qual estávamos lidando, porque mais de 20.000 pessoas foram mortas”, disse o presidente.
O plano propõe que a Faixa de Gaza se torne um território livre de terrorismo, com total apoio dos Estados Unidos para qualquer ação israelense em resposta a ameaças. Além disso, membros do Hamas que aceitarem a coexistência pacífica com Israel poderão receber anistia e garantias de passagem segura para deixar a região.
Retirada das Forças Israelienses
Se houver concordância entre as partes, as Forças de Defesa de Israel poderão se retirar do enclave, iniciando negociações sobre a libertação de reféns. Trump destacou que Israel já aceitou o plano e manifestou sua intenção de buscar uma “paz permanente” para toda a região. “Israel tem meu apoio total para enfrentar qualquer ameaça”, afirmou.
O Papel do “Conselho da Paz”
O plano também sugere a criação de um novo governo em Gaza, supervisionado por um “Conselho da Paz” que incluirá Trump, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e outras autoridades internacionais. Trump mencionou que já discutiu as diretrizes do documento com líderes de diversos países da região, incluindo Arábia Saudita, Catar, e Egito.
Alinhamento de Netanyahu
Netanyahu declarou apoio ao plano, afirmando que representa uma oportunidade de encerrar o conflito sem mais derramamento de sangue. No entanto, ressaltou que Israel agirá unilateralmente se necessário. “Estamos dando a todos a chance de fazer isso pacificamente, mas se o Hamas rejeitar o plano, Israel terminará o trabalho sozinho”, afirmou o premiê israelense.
Com as pautas discutidas, tanto Trump quanto Netanyahu demonstraram uma postura firme em busca da estabilidade e segurança na região, ressaltando a importância de um acordo que beneficie todos os envolvidos.
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