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Sarkozy Condenado por Financiamento Ilegal de Campanha na Líbia

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Nicolas Sarkozy é condenado por formação de quadrilha em caso de financiamento ilegal

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy foi condenado na última quinta-feira (25/9) por formação de quadrilha, em um caso que investiga o financiamento ilegal de sua campanha de 2007 por Muammar Kadafi, ex-líder da Líbia. Embora tenha sido absolvido da acusação de corrupção, a decisão marca mais um capítulo na longa trajetória judicial do político, que promete recorrer da sentença.

Decisão Judicial

O tribunal concluiu que Sarkozy favoreceu a reintegração da Líbia na comunidade internacional em troca do apoio financeiro do regime líbio. A juíza Nathalie Gavarino afirmou que o ex-presidente permitiu que seus colaboradores buscassem esse apoio, enfatizando a gravidade das ações de Sarkozy. A sentença foi proferida após um longo processo que trouxe à tona diversos desdobramentos jurídicos.

Histórico de Condenações

Aos 70 anos, Sarkozy já enfrenta outra condenação: em 2022, recebeu uma pena de um ano de prisão por corrupção e tráfico de influência no caso conhecido como “das escutas”. Durante esse período, ele utilizou uma tornozeleira eletrônica, uma situação inédita para um ex-chefe de Estado na França. Ele também apelou à Corte Europeia de Direitos Humanos em busca de reverter a decisão.

Condenações de Colaboradores

Na mesma sentença, dois de seus ex-colaboradores, Claude Guéant e Brice Hortefeux, também foram condenados. Guéant foi considerado culpado por corrupção passiva e falsificação de documentos, enquanto Hortefeux enfrentou a condenação por formação de quadrilha. As penas para ambos ainda serão anunciadas pelo tribunal.

Penas Sugeridas pelo Ministério Público

Em abril deste ano, o Ministério Público francês havia solicitado uma pena de sete anos de prisão em regime fechado para Sarkozy, além de uma multa de € 300 mil. Para outros 11 réus envolvidos no caso, as penas sugeridas variavam de um a seis anos de prisão, refletindo a gravidade das acusações de corrupção, ocultação de desvio de fundos públicos e financiamento ilegal de campanha.

Relembre o Caso

As acusações contra Sarkozy remontam ao período em que ele era ministro do Interior, durante o qual teria firmado um “pacto de corrupção” com Kadafi em 2005. Este acordo, desenvolvido com o auxílio de Guéant e Hortefeux, consistia em garantir apoio financeiro para sua candidatura à presidência da França.

Se condenado, Sarkozy pode enfrentar uma pena de até 10 anos de prisão, além de uma multa de € 375 mil, o que equivale a cerca de R$ 2,4 milhões, e a privação de seus direitos civis por até três anos.

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