Complexo Social da Polícia Penal do Paraná Promove Reintegração Social em Umuarama
O Complexo Social da Polícia Penal do Paraná (PPPR) em Umuarama se destaca como um modelo de apoio a indivíduos em cumprimento de penas alternativas. Com uma abordagem integrada, a unidade visa promover a reintegração social por meio do Escritório Social, da Central Integrada de Alternativas Penais (Ciap) e do Núcleo de Atendimento a Pessoas Monitoradas (Nupem).
Objetivos e Metas do Complexo
De acordo com o coordenador regional da Polícia Penal em Umuarama, Arnobe Lemes dos Reis, o trabalho tem como meta principal o fortalecimento de vínculos familiares, a regularização de documentos pessoais, a educação e a profissionalização. “Com isso, egressos e monitorados têm maiores possibilidades de reintegração social, resultando na redução da reincidência criminal”, destaca.
Acompanhamento de Pré-Egressos
As iniciativas também focam em pessoas que estão prestes a deixar o sistema prisional. Seis meses antes da progressão de regime, as equipes realizam um levantamento sobre documentação e vínculos familiares para facilitar o retorno ao convívio social. Apenas no último período, mais de 1.400 pessoas se beneficiaram desse acompanhamento.
Números e Resultados Recentes
Somente em agosto, os Complexos Sociais sob coordenação da Regional de Umuarama realizaram 1.569 atendimentos na área de alternativas penais, enquanto o Nupem registrou cerca de 6.800 atendimentos a monitorados e seus familiares.
Foco na Transformação Pessoal
A assistente social Gisely Medina, que coordena o Complexo na Regional e supervisa 16 comarcas, enfatiza a importância da transformação pessoal: “Nosso objetivo é desenvolver a pessoa, convertendo erros em oportunidades que beneficiam a sociedade.” Atualmente, 100% dos monitorados que desejam trabalhar são colocados no mercado de trabalho por meio de parcerias com empresas privadas e convênios municipais.
Atividades Diversificadas para Reintegração
Atividades como rodas de leitura, oficinas de pintura e grupos de reflexão sobre saúde e cidadania fazem parte da agenda, oferecendo novos horizontes para aqueles monitorados.
Atingindo um Público Amplo
No estado do Paraná, os Complexos Sociais do PPPR atendem mais de 18 mil monitorados e cerca de 6 mil pessoas em cumprimento de medidas alternativas em diversas regiões. Na Ciap, as atividades são divididas em três eixos principais: serviços à comunidade, grupos reflexivos sobre violência doméstica e suporte a dependentes químicos, com um novo programa focado em violência no trânsito programado para breve.
Iniciativas e Parcerias Essenciais
O Nupem oferece acompanhamento individual, oficinas educativas e encaminhamentos para cursos e empregos. Para Rodrigo Fávaro, coordenador dos Complexos Sociais da Polícia Penal no Estado, essas iniciativas são vitais para a política pública. “Mais do que exigir o cumprimento das medidas judiciais, Ciap e Nupem promovem a inserção social, baseadas em princípios de responsabilização e cidadania,” afirma. Os municípios de Umuarama e Cruzeiro do Oeste são citados como exemplos de inovações na implementação de políticas penais, visando a redução do superencarceramento e a reincidência prisional.
Rede de Apoio e Capacitação
As ações do Complexo são desenvolvidas em colaboração com universidades, Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho da Comunidade, empresas privadas e secretarias municipais. Esta rede garante acesso a cursos de capacitação e oportunidades de emprego, contribuindo para a ressocialização efetiva dos monitorados.
