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Trump Promete Novas Sanções à Rússia Após Ataque à Ucrânia

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Trump Anuncia Novas Sanções contra a Rússia Após Ataques em Kiev

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou estar preparado para impor uma nova rodada de sanções contra a Rússia, em resposta ao maior ataque aéreo realizado pelo Kremlin desde o início da guerra na Ucrânia, que resultou na morte de pelo menos quatro pessoas.

Declaração do Presidente

Em entrevista a jornalistas neste domingo (7), Trump foi incisivo ao afirmar: “Sim, eu vou” quando questionado sobre a possibilidade de endurecer as medidas contra Moscou.

Escalada do Conflito em Kiev

As autoridades ucranianas relataram que a Rússia disparou mais de 800 drones e 13 mísseis contra Kiev e regiões adjacentes, incluindo um ataque que atingiu um prédio do governo pela primeira vez. Entre as vítimas estavam um bebê de três meses e sua mãe.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condenou a ofensiva russa e reiterou o pedido por apoio imediato no fortalecimento dos sistemas de defesa aérea. Em publicação em uma rede social, ele afirmou: “Esses assassinatos, quando a diplomacia poderia ter iniciado há muito tempo, são um crime deliberado e um prolongamento da guerra.”

A primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Svyrydenko, também se manifestou: “Vamos restaurar os prédios, mas vidas perdidas não podem ser recuperadas. O mundo precisa responder não apenas com palavras, mas com ações.”

Pressão de Washington e Mudança de Tom

A declaração de Trump representa uma mudança em sua postura em relação aos ataques russos, especialmente após sua recente reunião com o líder russo, Vladimir Putin, no Alasca. Naquela ocasião, discutiram um possível tratado de paz, mas não chegaram a um consenso em virtude de divergências territoriais na Ucrânia.

Após encontros com Zelensky e líderes europeus, a Ucrânia recusou qualquer concessão territorial e exigiu garantias de segurança em troca de um cessar-fogo. Até o momento, não foram firmados acordos concretos, mesmo com o aumento da pressão de Washington para intensificar as sanções, especialmente no setor energético.

Resposta do Kremlin

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou a realização dos bombardeios, afirmando que os alvos incluíam fábricas de armamentos, depósitos de drones e aeródromos. Esta escalada é vista como um desvio da estratégia anterior, que evitava ataques a prédios governamentais em Kiev.

Putin expressou disposição para se encontrar com Zelensky, mas somente em Moscou e com “resultados tangíveis”. O presidente ucraniano rejeitou a proposta, argumentando que esse posicionamento demonstra a falta de interesse da Rússia em uma negociação real.

Ainda, mais de 30 países estão discutindo novas garantias de segurança para a Ucrânia, com uma reunião recente em Paris resultando no compromisso de 26 nações em apoiar Kiev em caso de cessar-fogo, incluindo presença militar terrestre, marítima e aérea.

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