O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (5/9) que qualquer aeronave militar venezuelana considerada uma ameaça às forças norte-americanas no Caribe poderá ser “abatida”. A declaração acontece um dia após caças da Venezuela sobrevoarem o navio USS Jason Dunham, que está em patrulha nas proximidades da costa venezuelana.
Ação Provocativa e Resposta Militar
Segundo o Departamento de Defesa dos EUA, a manobra dos caças foi classificada como “altamente provocativa”. Em entrevista na Casa Branca, Trump afirmou:
“Bem, eu não quero falar sobre isso, mas se eles nos colocarem em uma posição perigosa, eles serão abatidos.”
Contexto de Tensões Internacionais
A patrulha envolvendo a aeronave venezuelana surge em um momento de tensão crescente entre os Estados Unidos e o governo de Nicolás Maduro. O governo norte-americano acusa Maduro de ser o chefe do cartel de Los Soles, que recentemente foi classificado como organização terrorista. Essa mudança na política dos EUA permite que o Pentágono atue militarmente na América Latina, focando em cartéis vinculados ao tráfico internacional de drogas.
Essa nova abordagem possibilita a mobilização de tropas dos EUA em diversos países sob a justificativa de combate ao tráfico e ao terrorismo.
Incidente com Embarcação Venezuelana
No início desta semana, Trump afirmou que uma embarcação que supostamente transportava drogas foi abatida no sul do Caribe, resultando em 11 mortes. Segundo o presidente, o barco partiu da Venezuela e estava associado à facção criminosa Tren de Aragua. A Casa Branca, entretanto, não forneceu mais detalhes sobre esse incidente.
Negando Mudanças de Governo
Trump também negou que haja planos para derrubar o governo de Maduro. Sua declaração ocorreu durante a assinatura de uma ordem executiva que renomeou o Departamento de Defesa para Departamento de Guerra. Ao ser questionado sobre a ofensiva militar dos EUA nas águas do Caribe e a possibilidade de mudanças de governo na Venezuela, Trump classificou a reeleição de Maduro como “muito estranha, para dizer o mínimo”, mas reafirmou que não tem intenções de desestabilizar o governo venezuelano.
