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Candidatos Denunciam Irregularidades em Prova do Concurso do Tribunal de Justiça do Paraná

Candidatos relatam irregularidades em prova para concurso do Tribunal de Justiça do Paraná

Denúncias de Irregularidades no Concurso para Técnico Judiciário do TJPR

Candidatos que participaram do concurso público para 60 vagas de técnico judiciário no Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) estão relatando diversas irregularidades durante a aplicação da prova, realizada em 24 de agosto de 2024. Com mais de 72 mil inscritos, o certame gerou preocupações quanto à segurança e à lisura do processo eleitoral.

Relatos de Irregularidades

Uma representação enviada ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) detalha as queixas de um candidato que realizou a prova em Curitiba. Entre as irregularidades alegadas estão:

  • Ausência de detector de metais na entrada e saída das salas;
  • Uso de celulares por candidatos durante a prova;
  • Presença de garrafas de água com rótulos e materiais de escrita não transparentes;
  • Sala com apenas um fiscal;
  • Fiscais despreparados, resultando em confusões e atrasos ao iniciar a prova.

A denúncia foi acompanhada de evidências fotográficas que mostram candidatos e as condições das salas de prova, contrariando as normas que proíbem qualquer registro fotográfico durante o exame.

Investigação em Andamento

O MP-PR informou que o caso foi encaminhado à 4ª Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público de Curitiba para investigação. O Tribunal de Justiça ressaltou que a responsabilidade pela realização do concurso é da empresa contratada, Instituto AOCP, e que está monitorando as reclamações.

Posição do Instituto AOCP

O Instituto AOCP declarou que seguiu todos os protocolos legais e de segurança para a prova, afirmando que a equipe aplicadora recebeu o treinamento necessário. A empresa garantiu que medidas de segurança foram implementadas, incluindo a utilização de detectores de metais.

Outras Denúncias

Além da denúncia formal, outros candidatos – que preferiram não se identificar – relataram problemas semelhantes em diferentes locais, como o uso de relógios inteligentes e conversas entre candidatos durante a prova. Reclamações também foram registradas nas redes sociais do TJPR e na ouvidoria do Tribunal de Justiça.

Requisições de Informações

A vereadora Camilla Gonda (PSB) protocolou um requerimento solicitando informações ao Instituto AOCP sobre as falhas na segurança da prova, questionando a ausência de detecção de dispositivos eletrônicos e a quantidade de fiscais designados.

Diretrizes do Edital

O edital do concurso proíbe o uso de dispositivos eletrônicos, com exceção de documentos digitais no momento da identificação. Os candidatos foram orientados a retirar a bateria dos celulares antes de acondicioná-los em envelopes lacrados. Caso os envelopes fossem abertos, a eliminação seria automaticamente aplicada.

Ainda não há um posicionamento definitivo sobre o andamento das denúncias encaminhadas ao Tribunal de Contas do Estado, que comunicou a análise de quatro queixas relacionadas ao concurso.

A situação está em apuração, e os candidatos afetados têm o direito de recorrer das decisões que possam prejudicá-los.

Próximos Passos

Enquanto isso, o Instituto AOCP reafirma que o exame foi administrado em condições apropriadas, enfatizando que toda a logística seguiu os padrões estabelecidos para a realização de concurso público. A transparência e o respeito às normas são essenciais para a manutenção da integridade do certame.

Os interessados podem acompanhar as atualizações sobre este caso nas plataformas de comunicação do TJPR e do Instituto AOCP.

Fonte/Imagem: G1

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