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Europa Não Responde à Guerra em Gaza, Afirma Premie Espanhol

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O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, expressou sua satisfação com a decisão de alguns países europeus em reconhecer o Estado da Palestina. No entanto, ele criticou a resposta da Europa em relação à guerra em Gaza, considerando-a insuficiente. As declarações ocorreram em meio a um contexto de tensões internacionais e antes da Assembleia Geral da ONU, marcada para o final de setembro.


Reconhecimento do Estado da Palestina

  • A decisão de reconhecer o Estado da Palestina surge em um período de crescente críticas ao governo de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, acusado de agravar a violência e a insegurança alimentar na região.
  • Em agosto, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou que a França se juntaria a outros 147 países que já reconheceram a Palestina.
  • O Canadá também planeja formalizar o reconhecimento do Estado Palestino na próxima Assembleia Geral da ONU.
  • A proposta de uma solução de dois Estados foi igualmente apoiada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Críticas à Resposta Europeia

Sánchez considerou a resposta dos países europeus à situação em Gaza “um fracasso”, afirmando que essa postura é inaceitável. Em entrevista aoThe Guardian, ele mencionou a divisão entre os membros da União Europeia sobre como influenciar Israel e enfatizou que a inação pode prejudicar a credibilidade da Europa em crises mundiais, como a guerra na Ucrânia.

Além disso, o primeiro-ministro questionou os “padrões duplos” adotados pela Europa em relação a diferentes conflitos internacionais. Ele destacou a necessidade de pressionar a Europa a agir de maneira mais efetiva, inclusive considerando a imposição de sanções financeiras a Israel.

“O que estamos testemunhando agora em Gaza é talvez um dos episódios mais sombrios das relações internacionais no século XXI”, acrescentou Sánchez, ressaltando a atuação ativa da Espanha na UE e na comunidade internacional.

As declarações de Sánchez foram feitas antes de uma reunião com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em Londres.

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