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Relator Analisa Formas Contemporâneas de Escravidão no Brasil

O Brasil recebe, a partir desta segunda-feira, o relator especial da ONU sobre formas contemporâneas de escravidão, Tomoya Obokata. Durante dez dias, ele irá avaliar as estratégias do país em relação a essa questão, investigando suas causas e consequências, além de identificar boas práticas e desafios atuais.

Foco na exploração contemporânea

A visita de Obokata tem como um dos principais objetivos o contato com grupos vulneráveis a formas de escravidão contemporânea. Ele irá se reunir com migrantes, requerentes de asilo, povos indígenas, minorias linguísticas, religiosas ou étnicas, bem como trabalhadores em profissões de risco, particularmente nos setores agrícola e rural.

Indígenas da etnia Yanomami, em um acampamento em Brasília, em 2018.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo informações do Escritório de Direitos Humanos da ONU, o relator também irá investigar situações de trabalho infantil e casos de casamento forçado ou prematuro. Para isso, Obokata se reunirá com autoridades governamentais, representantes da sociedade civil, instituições de direitos humanos e indivíduos que trabalham em áreas afetadas pela exploração.

Encerrando sua agenda, o especialista manterá diálogos com acadêmicos, sindicatos, empresas do setor privado e representantes das Nações Unidas, buscando compreender a realidade dos direitos humanos no Brasil. Vale lembrar que os relatores de direitos humanos da ONU atuam de forma independente e não recebem remuneração pelo seu trabalho.

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