O Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM) lançou um novo projeto intitulado “e-Saúde Mental no SUS”. Este programa visa desenvolver uma plataforma que inclui um aplicativo para celular e utiliza inteligência artificial (IA) para o diagnóstico e tratamento de transtornos mentais dentro da atenção primária à saúde.
Sobre o Projeto
O projeto, resultado de uma colaboração entre o Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e a Fapesp, foi selecionado pelo Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL) do Ministério da Saúde. O investimento total será de cerca de R$ 12 milhões, com o objetivo de promover inovações tecnológicas na saúde.
O PDIL busca impulsionar a economia regional e fortalecer a conexão entre o setor produtivo, o governo e a pesquisa. Um dos focos é acelerar o lançamento de novos medicamentos que serão distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Características da Plataforma
O “e-Saúde Mental no SUS” oferecerá um conjunto integrado de ferramentas para o diagnóstico, suporte ao tratamento e monitoramento da saúde mental dos pacientes do SUS. As intervenções se basearão em evidências científicas, validando sua efetividade por meio de rigorosos ensaios clínicos.
O projeto tem como metas melhorar a educação em saúde mental na população e reduzir o estigma associado a esses transtornos, contribuindo para uma maior adesão ao tratamento.
A plataforma será acessível em três níveis: pacientes, profissionais de atenção primária e gestores do SUS. Será compatível com sistemas Android e iOS, desenvolvida em parceria com o Instituto de Pesquisas Eldorado, de Campinas, que focará em inovação tecnológica.
Funcionalidades do Aplicativo
Os usuários do aplicativo poderão realizar um “Check-in Digital”, que facilitará o cadastro e o acesso ao protocolo de tratamento. Além disso, a “Avaliação de Sintomas” será feita por meio de questionários digitais validados, permitindo identificar questões como insônia, ansiedade e depressão, com resultados integrados ao prontuário eletrônico dos pacientes.
Outra funcionalidade, a “Identificação de Risco”, irá alertar as equipes de saúde sobre situações que requerem atenção imediata. O aplicativo também fornecerá informações sobre transtornos mentais e técnicas de regulação emocional, otimizando o diagnóstico pelos profissionais e encurtando o tempo até o início do tratamento.
Serão implementados algoritmos para guiar os profissionais da atenção primária em relação aos diagnósticos e condutas recomendadas, que poderão incluir therapies farmacológicas ou encaminhamentos para serviços especializados. O sistema monitorará o avanço clínico dos pacientes ao longo do tempo.
Implementação e Capacitação
A nova plataforma está prevista para ser desenvolvida em um período de um ano e meio. Para garantir a eficácia na utilização da ferramenta, a capacitação dos profissionais do SUS incluirá cursos de treinamento, manuais de operação e suporte técnico contínuo.
*Com informações do CISM.
