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Agroecologia em Curitiba promove plebiscito por fim da escala 6×1 e taxação de ricos

Jornada de Agroecologia em Curitiba promove plebiscito por fim da escala 6x1 e taxação de ricos

Plebiscito Popular é Realizado Durante a Jornada de Agroecologia na UFPR

O Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, sedia até domingo a Jornada de Agroecologia, que também funciona como um dos locais de votação do Plebiscito Popular. O plebiscito tem como objetivo coletar opiniões da população sobre o fim da jornada de trabalho 6×1 e a taxação de grandes fortunas no Brasil, com prazo de votação até 7 de setembro em várias regiões do país.

Mobilização e Expectativas de Participação

A votação é organizada pela Frente Brasil Popular e pelo Povo Sem Medo, com a expectativa de que cerca de 10 milhões de pessoas participem. Os resultados serão enviados a autoridades governamentais, ao Congresso e ao Judiciário ainda este ano.

A Importância do Plebiscito

Na sexta-feira (8), a Jornada de Agroecologia promoveu um debate sobre a votação. Igor Felippe Santos, membro da coordenação nacional do plebiscito, destacou a importância do evento para registrar a vontade popular. Ele enfatizou que a iniciativa visa criar um projeto soberano para o Brasil, centrado na divisão equitativa das riquezas e na proteção aos necessitados.

“Precisamos criar uma unidade popular para pressionar as autoridades e a classe dominante. O plebiscito vai ajudar a organizar essa luta”, afirmou Santos durante o evento.

Santos lembrou que plebiscitos populares fazem parte do histórico de mobilização social no Brasil, citando ocasiões anteriores em que esses eventos ajudaram a discutir temas relevantes, como a dívida externa (1999), a Área de Livre Comércio das Américas (2022) e a privatização da Vale do Rio Doce (2007).

Segundo o membro da coordenação, plebiscitos como esse desempenham um papel crucial nas discussões que envolvem as classes populares, já que a falta de mobilização tende a beneficiar apenas os interesses dos mais ricos e poderosos.

Relação com a Questão Agrária

Bruna Zimpel, membro da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ressaltou que o plebiscito está intimamente ligado às demandas do movimento sem-terra. Ela observou que os indivíduos mais ricos do Brasil também são os maiores proprietários de terras, destacando que o MST está mobilizado para incentivar a participação na votação.

Propostas no Congresso

No Congresso, já existem propostas relacionadas ao plebiscito. A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) apresentou um projeto para discutir o fim da jornada 6×1. Além disso, o governo enviou uma proposta de taxação dos super-ricos.

O projeto do governo prevê isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores com rendimento de até R$ 5 mil mensais, financiando essa isenção por meio de um aumento do tributo para aqueles que ganham mais de R$ 600 mil anualmente, o que equivale a R$ 50 mil mensais. A nova taxação variaria entre zero e 10% para quem ganha entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão por ano, afetando aproximadamente 141,4 mil contribuintes, o que representa 0,13% do total de declarantes no Brasil e 0,06% da população.

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