O Reino Unido, em parceria com a Jordânia, está implementando planos para a entrega de ajuda humanitária aérea em Gaza e a evacuação de crianças que necessitam de tratamento médico. A ação vem em resposta aos alarmantes níveis de fome que afligem a população local.
Confirmação do Governo Britânico
A informação foi confirmada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, durante uma reunião com os líderes da França e da Alemanha no último sábado (26). A discussão enfatizou a necessidade de um cessar-fogo para a paz duradoura na região.
De acordo com um comunicado do governo britânico, Starmer afirmou que “é vital garantir planos robustos para transformar um cessar-fogo em uma paz duradoura”. Ele detalhou como o Reino Unido planeja colaborar com a Jordânia para realizar a ajuda humanitária e a evacuação de crianças com necessidades médicas.
Críticas da ONU aos Métodos de Ajuda
Philippe Lazzarini, chefe da agência da ONU para refugiados palestinos, criticou os planos de ajuda aérea, considerando-os “uma distração e uma cortina de fumaça”. Ele destacou a ineficácia desse método para resolver a grave situação de fome em Gaza, que, segundo ele, requer soluções políticas, como o fim do cerco e a abertura de passagens seguras para a ajuda.
Lazzarini também alertou sobre os riscos associados ao lançamento aéreo de suprimentos, afirmando que o método pode ser caro, ineficiente e até resultar em mortes de civis famintos.
Pressão Sobre Israel
Na sexta-feira (25), Israel anunciou que permitirá novamente a entrada de ajuda humanitária por via aérea, após pressões internacionais. O governo israelense havia imposto um bloqueio total aos suprimentos em Gaza desde março, após o colapso das negociações com o Hamas para a renovação do cessar-fogo.
Em resposta, o exército israelense afirmou que não impõe limites à quantidade de caminhões com produtos que entram na Faixa de Gaza, transferindo a responsabilidade às organizações humanitárias e à ONU pela suposta ineficácia na distribuição.
Relatos de Fome Severa
Organizações humanitárias são unânimes em relatar a gravidade da fome no território. Elas alegam que as restrições excessivas do exército israelense dificultam o transporte de ajuda, resultando em um aumento nas mortes, principalmente entre crianças. De acordo com o Ministério da Saúde local, ao menos 85 crianças e 42 adultos morreram devido à desnutrição.
Casualidades Enquanto Aguardam Ajuda
O atual modelo de distribuição de ajuda também enfrenta críticas internacionais. Recentemente, 40 pessoas morreram enquanto esperavam por assistência, incluindo 16 mortas a tiros pelo exército israelense perto da Cidade de Gaza. Desde que a Fundação Humanitária de Gaza, apoiada por Israel e EUA, assumiu a distribuição, mais de mil pessoas já perderam a vida sob circunstâncias semelhantes.
