A sensibilização sobre o tema da acessibilidade ganhou força durante o PU, graças à participação do estudante Rodrigo Amoedo, da UniEnsino, que é tetraplégico.
Créditos: Orlando Kissner/Alep
A 6ª edição do Parlamento Universitário (PU) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) destacou a importância da política associada à diversidade e inclusão. Durante sete dias de simulações de debates e votações, universitários de diversas regiões do estado debateram temas como saúde pública, igualdade de gênero e acessibilidade.
Acessibilidade em Debate
A questão da acessibilidade foi central durante o PU, especialmente pela participação do estudante Rodrigo Amoedo, que é tetraplégico. Sua presença incentivou a criação de uma comissão na Assembleia Legislativa para estudar adaptações nas instalações, a fim de torná-las acessíveis a pessoas com deficiência. Essa iniciativa partiu do presidente da Assembleia, deputado Alexandre Curi (PSD), após o relato de Rodrigo sobre sua experiência no Parlamento.
“É uma honra. A acessibilidade não é um favor, precisa existir para que todos possam realizar suas capacidades”, afirmou Rodrigo, que contou com a ajuda da esposa, Gabriela Amoedo, para se locomover nas dependências da Assembleia. Ele ficou tetraplégico após um assalto há dez anos em Manaus e decidiu recomeçar sua vida em Curitiba, onde estuda Direito.
Vivências no Parlamento
O estudante de Direito da Universidade Positivo, Mateus Cunha, destacou a importância de conhecer o funcionamento da política na prática. “Aprendemos sobre articulações e elaboração de leis, além da necessidade de um trabalho coletivo”, disse ele, enfatizando a urgência de jovens motivados a transformar a sociedade.
A deputada universitária Ana Helena Prata (Unipatec) expressou seu desejo de aprimoramento após os debates. “O Parlamento me mostrou que preciso sempre me desenvolver para abordar diferentes temas e saber como me posicionar”, avaliou.
Luana Vasconcelos, estudante de Arquitetura e Urbanismo (UTFPR), também ressaltou a relevância de sua participação, que incluiu discussões sobre saúde mental. “A simulação me permitiu vivenciar a política de forma real e entender o trâmite político da Assembleia”, concluiu.
* Matéria elaborada pelo estudante de Jornalismo Ozano Cândido da Silva
Supervisão: Ana Luzia Mikos
Edição: Eduardo Santana
