As negociações para um cessar-fogo entre Israel e Hamas enfrentaram um novo impasse nesta quinta-feira, 24 de julho, sem que as partes chegassem a um acordo sobre uma trégua na Faixa de Gaza. A situação permanece tensa, com a crescente crise humanitária na região.
Trégua em debate
O grupo palestino Hamas respondeu a uma nova proposta de trégua de 60 dias, e, em seguida, os Estados Unidos decidiram retirar seus negociadores de Doha, capital do Catar, onde as discussões estavam sendo realizadas. A informação foi divulgada por Steve Witkoff, enviado especial norte-americano para o Oriente Médio, que criticou o Hamas por não demonstrar “boa fé” nas negociações.
“Decidimos trazer nossa equipe de Doha para consultas após a última resposta do Hamas, que demonstra claramente a falta de desejo de alcançar um cessar-fogo em Gaza”, afirmou Witkoff em comunicado. “Embora os mediadores tenham feito um grande esforço, o Hamas parece não estar coordenado ou agindo de boa fé.”
Desde o dia 6 de julho, mediadores do Catar, Egito e EUA têm trabalhado em busca de um novo cessar-fogo. Os principais pontos de discórdia incluem a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza, a entrada de ajuda humanitária na região e um plano para a resolução definitiva do conflito.
Possíveis alternativas
Diante da falta de acordo com o Hamas, o governo dos Estados Unidos está considerando “opções alternativas” para encerrar a guerra na Faixa de Gaza e para a libertação de reféns detidos pelo grupo. Witkoff, no entanto, não detalhou quais seriam essas alternativas.

Crisis humanitária em ascensão
Enquanto as negociações se arrastam, a crise de fome na Faixa de Gaza se agrava. As operações militares na região, que já afetaram até mesmo instalações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a única igreja católica do local, intensificam a situação alimentar precária.
Desde o início do conflito, em outubro de 2023, 115 palestinos morreram devido à fome ou desnutrição, de acordo com o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza. Apesar das autoridades internacionais e críticas, o governo de Benjamin Netanyahu afirma que não está bloqueando a entrada de alimentos e ajuda humanitária no enclave.
