Ministros de 25 Países Pedem Fim Imediato da Guerra em Gaza
Os ministros das Relações Exteriores de 25 países, incluindo Reino Unido, França, Itália e Japão, emitiram uma declaração conjunta nesta segunda-feira (21/7) exigindo o término imediato da guerra na Faixa de Gaza. No documento, o modelo de entrega de ajuda do governo israelense é considerado “perigoso”.
Impacto da Guerra em Gaza
A declaração ressalta que a ajuda israelense “alimenta a instabilidade e priva os moradores de Gaza da dignidade humana”. Os ministros afirmam:
“Nós, os signatários listados abaixo, nos unimos com uma mensagem simples e urgente: a guerra em Gaza deve acabar agora.”
Os países signatários incluem: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido.
Atual Situação na Faixa de Gaza
- As ofensivas israelenses visam alvos do grupo Hamas.
- No último domingo (20/7), Israel emitiu uma ordem de evacuação para uma região central da Faixa de Gaza, ampliando as operações militares para áreas onde as Forças de Defesa de Israel ainda não atuavam.
- A agência de defesa civil local reportou que forças israelenses abriram fogo contra palestinos em busca de ajuda humanitária, resultando em 93 mortes e dezenas de feridos, de acordo com a imprensa internacional.
- A desnutrição na Faixa de Gaza atingiu níveis alarmantes, com a ONU alertando que a entrada de assistência humanitária permanece severamente limitada.
Apelos por Ação Humanitária
No comunicado, os ministros afirmam:
“O sofrimento dos civis em Gaza atingiu novos patamares. O modelo de prestação de ajuda do governo israelense é perigoso, alimenta a instabilidade e priva os moradores de Gaza da dignidade humana.”
Os signatários condenaram também o “fornecimento irrestrito de ajuda” e a perda de vidas civis. “É horrível que mais de 800 palestinos tenham sido mortos enquanto buscavam ajuda”, afirmaram. Além disso, pedem ao governo israelense que suspenda imediatamente as restrições ao fluxo de ajuda, permitindo que a ONU e ONGs humanitárias atuem de forma eficaz na região.
