A guerra civil na Síria está em um momento crítico, com mais de 500 mortes registradas e milhares de pessoas deslocadas da província de Sweida somente na última semana. Os recentes conflitos, apesar de um cessar-fogo anunciado, têm gerado intensos confrontos entre diferentes grupos étnicos na região.
Conflitos em Sweida
- A Síria passa por uma nova onda de violência, com quase 600 mortos desde o dia 11 de julho.
- Os confrontos envolvem a minoria drusa e tribos beduínas.
- O conflito foi desencadeado após beduínos árabes sunitas atacarem e roubarem o carro de um druso.
- A retaliação das milícias drusas resultou em uma onda de sequestros e combates em Sweida.
- O governo da Síria, liderado por Ahmed al-Sharaa, enviou tropas para a região, que se uniram aos beduínos no combate contra os drusos, uma etnia com laços históricos com Israel.
- Israel, em resposta à perseguição aos drusos, lançou ataques na Síria, incluindo áreas próximas ao Palácio Presidencial em Damasco.
- Embora o governo sírio tenha anunciado dois acordos de cessar-fogo, os conflitos étnicos permanecem intensos.
No dia 16 de julho, o Ministério do Interior da Síria e líderes da minoria drusa anunciaram uma trégua após intensos dias de batalhas no sul do país. Após serem acusadas de agir ao lado dos beduínos, as tropas governamentais se retiraram da província. No entanto, combates ainda persistem na região.
De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, milícias beduínas invadiram a província predominantemente drusa para atacar os grupos locais. Até o momento, não foram registradas mortes recentes, uma vez que muitas vilas de Sweida foram esvaziadas devido à violência. Segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, cerca de 2 mil famílias foram forçadas a deixar suas casas na região.


Combatente na Síria
Rami Alsayed/NurPhoto via Getty Images

Combatentes na Síria
Stringer/Getty Images

Homem ferido na Síria
Izettin Kasim/Anadolu via Getty Images

Onda de violência na Síria
Stringer/Getty Images
Reação do Governo Sírio
Após os recentes ataques de Israel, que atingiram a capital Damasco, Ahmed al-Sharaa, presidente interino da Síria, declarou que o país não teme uma guerra com Israel. Em discurso televisionado, o ex-jihadista acusou Israel de ameaçar e desestabilizar a Síria por meio de operações militares, particularmente desde a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.
Al-Sharaa afirmou que prioriza os interesses dos sírios e, por isso, busca acordos de cessar-fogo para evitar maiores tragédias na região.
