Greve do Transporte Público em Maringá: TRT-PR Determina Retorno de 50% da Frota
A greve dos motoristas e cobradores do transporte público de Maringá, que começou na madrugada desta quinta-feira (9), resultou na paralisação de 100% das linhas da cidade. O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR) emitiu uma decisão liminar exigindo que pelo menos 50% da frota retorne às operações, com a determinação de 70% durante os horários de pico.
Decisão Judicial e Multa
A decisão, proferida pela desembargadora Rosemarie Diedrichs Pimpão, foi comunicada na tarde desta quinta e compreende uma multa diária de R$ 50 mil caso o Sindicato dos Trabalhadores em Veículos Rodoviários de Maringá (Sinttromar) não cumpra a determinação.
Agreve e Reuniões
Desde o início da greve, as linhas operadas pelas empresas Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) e Cidade Verde estão paralisadas. O TRT convocou ambas as partes para uma audiência de negociação nesta sexta-feira (11), às 16h. O sindicato informou ao g1 que ainda não havia sido notificado da decisão judicial.
Motivações da Greve
A decisão de deflagrar a greve foi tomada em uma votação onde 317 trabalhadores apoiaram a paralisação, enquanto 102 votaram contra. O Sinttromar reivindica melhorias, como a inclusão de um plano de saúde condizente com as necessidades da categoria e alterações nas escalas de trabalho, que consideram excessivas. As empresas afirmam que apresentaram propostas na reunião, mas estas não foram aceitas pelo sindicato.
Posicionamento das Empresas e da Prefeitura
A Empresa TCCC, em nota, criticou a greve, alegando que ela prejudica os usuários do transporte público. Por outro lado, o prefeito Silvio Barros (PP) ressaltou em coletiva que há disposição em atender os pleitos da classe, mas que isso deve ser ponderado em relação aos interesses da população.
Impactos da Paralisação
A paralisação do transporte público gerou impactos significativos, incluindo o cancelamento de refeições no Restaurante Universitário da Universidade Estadual de Maringá (UEM), devido à impossibilidade de atender grande parte dos servidores.
A situação segue em acompanhamento, com a expectativa de que a audiência marcada pelo TRT possa trazer uma resolução para o impasse.
Fonte/Imagem: G1
