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Ex-Assessor Investigado por Uso de Diploma Falso na Câmara de Foz do Iguaçu

Ex-assessor é investigado por uso de diploma falso para ocupar cargo de R$ 11 mil na Câmara de Foz do Iguaçu, aponta auditoria

Suspeita de Diploma Falso na Câmara de Foz do Iguaçu: Ex-Assessor é Investigado

A Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu, localizada no oeste do Paraná, investiga um caso de suposta falsificação de diploma por um ex-assessor parlamentar. O documento, apresentado por Leandro Pinto durante seu período de trabalho no gabinete do vereador Ranieri Marchioro (Republicanos), foi considerado inautêntico por uma escola estadual. Este é o terceiro caso desse tipo registrado em 2025 e já foi encaminhado ao Ministério Público e à Polícia Civil.

Irregularidade Identificada Durante Auditoria

Leandro Pinto atuou como assessor parlamentar por aproximadamente três meses, sendo nomeado em janeiro de 2025 e exonerado em abril do mesmo ano, recebendo um salário de R$ 11.191. A irregularidade foi descoberta por meio de uma auditoria do setor de controle interno da Câmara, que visa garantir que todos os processos de contratação estejam em conformidade com a legislação vigente.

Para o exercício da função, é imprescindível a apresentação do certificado de conclusão do ensino médio, conforme definido pelo regimento interno da Câmara, em conformidade com as normas do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Durante a auditoria, os auditores detectaram que o certificado entregue por Pinto não apresentava os padrões normais da Secretaria de Estado da Educação (Seed) do Paraná e carecia de informações essenciais, como ano de conclusão e assinatura de autoridades competentes.

Resposta da Instituição de Ensino

Após a identificação da irregularidade, a situação foi encaminhada ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Curitiba, que contatou o Colégio Estadual São Pedro Apóstolo, suposto emissor do certificado. A instituição declarou em nota que o documento é inidôneo, citando erros nos nomes dos gestores e discrepâncias na carga horária e matriz curricular. Além disso, o histórico escolar de Pinto mostra apenas sua aprovação até o 6º ano em 2006, sem registros de matrícula no ensino médio.

Processo Administrativo em Andamento

Em decorrência dessa situação, a Câmara instaurou um processo administrativo disciplinar contra Leandro Pinto, o qual foi formalmente publicado no Diário Oficial em 3 de julho de 2025. O relatório final da auditoria, com 130 páginas, foi enviado às autoridades competentes para investigações adicionais.

Defesa do Ex-Assessor

Leandro Pinto se defendeu em suas redes sociais, afirmando que ele próprio detectou a inconsistência no histórico escolar ao revisar sua documentação. De acordo com suas declarações, não houve intenção de falsificação e ele pediu exoneração por conta da situação. “Minha conduta foi pautada pela boa-fé e pelo senso de responsabilidade pública”, destacou.

Histórico de Falsificações na Câmara

Este caso não é isolado. Em 2024, a Câmara de Foz do Iguaçu já havia identificado outras duas situações semelhantes. Com a investigação atual, este é o terceiro caso de diploma falso apenas em 2025. Outros dois assessores já foram alvo de investigações por apresentar diplomas falsificados para exercer suas funções, conforme informações do Ministério Público do Paraná.

O vereador Ranieri Marchioro foi contatado, mas não se manifestou sobre a situação até o momento.

Para mais informações sobre os desdobramentos desse caso e outras novidades da região, continue acompanhando nosso portal.

Fonte/Imagem: G1

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