Falsificação de Sequestro em Apucarana: Filho é Preso Após Tentar Extorquir Pai
Um caso de extorsão chamou a atenção em Apucarana, no norte do Paraná. Um filho forjou seu próprio sequestro e pediu um resgate de R$ 180 mil ao pai, utilizando mensagens ameaçadoras. A Polícia Civil foi acionada após o pai denunciar o crime. O jovem foi preso em flagrante e a investigação revelou detalhes surpreendentes sobre a trama.
Crime Planejado e Mensagens Ameaçadoras
Conforme informações da Polícia Civil (PC-PR), o rapaz utilizou um celular para enviar mensagens ao pai, alegando estar sob sequestro. Uma das mensagens continha ameaças de enviar dedos do filho caso o valor não fosse pago. Durante a negociação, o filho insistiu que não aceitaria menos do que R$ 180 mil.
“A gente vai mandando 1 dedo do cara pra vocês por dia”, afirmou o suspeito nas mensagens. As trocas de mensagens ocorreram ao longo de quatro dias, com o pai relatando a situação à polícia desde 30 de junho.
Descoberta do Falso Cativeiro
Após a denúncia, a polícia localizou o suposto cativeiro e encontrou o filho deitado e utilizando o celular. O delegado André Garcia contou que a situação se reverteu rapidamente: “Em menos de 24 horas, nós descobrimos que não se tratava de um sequestro, mas de uma farsa que caracteriza extorsão.” Além do filho, o proprietário da casa onde o rapaz estava também foi preso.
Consequências Legais e Liberdade Provisória
O filho e o dono da casa foram indiciados por extorsão, crime que prevê pena de reclusão de quatro a 10 anos. Após a audiência de custódia, o Ministério Público do Paraná recomendou que ambos respondessem em liberdade por não haver violência envolvida e a ausência de antecedentes criminais. A Justiça aceitou a proposta, estabelecendo fiança de R$ 1.500 para o filho, que deverá usar tornozeleira eletrônica.
Suspeitas de Motivações Adicionais
A investigação ainda apontou que o proprietário da casa estava ciente do golpe e permitiu que o jovem ficasse hospedado no local em troca de pagamento. Outras duas pessoas foram identificadas como cúmplices, mas ainda não foram localizadas. O filho manteve sua versão de sequestro, alegando que os sequestradores eram policiais de São Paulo, com vigilância por drones.
O delegado descreveu a narrativa como “absolutamente inviável e infactível”, levantando a suspeita de que uma dívida com traficantes de drogas pode ter motivado a farsa.
Continuação da Investigação
A Polícia Civil do Paraná continua investigando o incidente. O caso gerou preocupação na comunidade e reflete sobre os riscos de extorsões e fraudes na região.
Fonte/Imagem: G1
