Menino autista de 4 anos é encontrado amarrado em escola particular na Grande Curitiba
Um caso alarmante de maus-tratos ganhou repercussão na Grande Curitiba, onde um menino de quatro anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi encontrado amarrado em uma escola particular em Araucária. A situação chocante veio à tona após denúncia ao Conselho Tutelar, que localizou a criança sozinha, amarrada pelos pulsos e pela cintura a uma cadeira dentro do banheiro.
Histórico de Maus-Tratos
A família da criança revelou que essa não foi a primeira vez que o menino foi submetido a esse tipo de tratamento. Após a divulgação das imagens, novas denúncias surgiram, incluindo vídeos que mostram a criança em outras situações de humilhação, revelando que os episódios ocorreram em dias diferentes.
Confissão da Professora
Em resposta à ocorrência, uma professora da escola confessou ter amarrado o menino para contê-lo durante uma crise de agitação, alegando que as demais crianças na sala estavam também ficando inquietas. A mulher foi presa em flagrante e, em depoimento, optou por não se manifestar.
Ação do Ministério Público
O Ministério Público (MP) pediu a conversão da prisão da professora para preventiva, com o objetivo de proteger a ordem pública e as demais crianças sob sua responsabilidade. A defesa da professora e da escola não se pronunciou até o fechamento desta reportagem.
Repercussão e Reflexão sobre o Tratamento de Autistas nas Escolas
Esse incidente destaca a falta de protocolos adequados para a inclusão e gestão de alunos com autismo em escolas comuns. Apesar de existirem cerca de 900 mil autistas no Brasil que frequentam salas de aula regulares, a ausência de diretrizes claras para lidar com episódios de agressividade ainda é uma preocupação significativa.
A mãe da criança, Mirian de Oliveira Ambrozio, expressou sua angústia ao tomar conhecimento da situação. “Quando eu soube, já foi terrível. Quando eu vi as imagens, foi desesperador”, desabafou.
Este caso abre um importante debate sobre a responsabilidade das instituições de ensino e a necessidade de treinamento adequado para lidar com crianças com necessidades especiais, visando evitar que tais situações se repitam.
Fonte/Imagem: G1
