Recentemente, o queijo colonial do Sudoeste paranaense foi reconhecido como o 19º produto do estado a obter Indicação Geográfica (IG). O registro, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em 17 de outubro, abrange a produção de queijo em 42 municípios da região. Essa certificação é esperada para abrir novas oportunidades de mercado, aumentando o valor agregado e o faturamento dos produtores.
Colaboração para a Certificação
O processo de obtenção da IG foi apoiado pelo Governo do Paraná, através do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná/Iapar/Emater) e da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab). Organizações como o Sebrae/PR e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), além de prefeituras e produtores da região, também contribuíram para a conquista.
Ponto de Vista dos Produtores
Claudemir Roos, presidente da Associação dos Produtores de Queijo Artesanal do Sudoeste do Paraná (Aprosud), que representa 18 produtores de 11 municípios, manifestou que a certificação é um reconhecimento significativo do esforço da categoria. “A Indicação Geográfica atrai mais compradores e gera mais renda para as famílias que dependem dessa atividade”, afirma Roos.
A consultora do Sebrae/PR, Alyne Chicocki, destacou que a IG valoriza a produção do queijo do Sudoeste e sua rica história cultural. “É um reconhecimento de décadas de tradição e saber-fazer artesanal”, pontuou.
Cristina Bombonato, produtora de Pinhal de São Bento, enfatizou que a IG requer maior responsabilidade, exigindo processos produtivos rigorosos, o que traz credibilidade ao produto. Para ela, a certificação preserva a identidade cultural da produção de queijo na região.
A Tradição Familiar
Angela Bach, produtora de Santa Izabel do Oeste, relatou que a produção de queijo em sua família data da década de 1990, passando por várias gerações. Sua propriedade produz cerca de 800 litros de leite diariamente. “Essa conquista representa o reconhecimento de uma história que se repete em muitas outras famílias”, disse Angela.
Números da Produção de Leite no Sudoeste
Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab, o Sudoeste paranaense conta com cerca de 20 mil produtores de leite, gerando uma produção anual estimada em 1 bilhão de litros. Essa região é considerada a principal bacia leiteira do estado.
Mapa da Indicação Geográfica
A área geográfica da IG do queijo colonial abrange os municípios de: Ampére, Barracão, Bela Vista da Caroba, Boa Esperança do Iguaçu, Bom Jesus do Sul, Bom Sucesso do Sul, Capanema, Chopinzinho, Clevelândia, Coronel Domingos Soares, Coronel Vivida, Cruzeiro do Iguaçu, Dois Vizinhos, Enéas Marques, Flor da Serra do Sul, Francisco Beltrão, Honório Serpa, Itapejara D’ Oeste, Manfrinópolis, Mangueirinha, Mariópolis, Marmeleiro, Nova Esperança do Sudoeste, Nova Prata do Iguaçu, Palmas, Pato Branco, Pérola d’ Oeste, Pinhal de São Bento, Planalto, Pranchita, Realeza, Renascença, Salgado Filho, Salto do Lontra, Santa Izabel do Oeste, Santo Antônio do Sudoeste, São João, São Jorge d’ Oeste, Saudade do Iguaçu, Sulina, Verê e Vitorino.
Outras Indicações Geográficas no Paraná
Com o queijo colonial, o Paraná chega à marca de 19 produtos com IG, ocupando o segundo lugar no Brasil, atrás apenas de Minas Gerais, que conta com 21. Outros produtos paranaenses já reconhecidos incluem a aguardente de cana de Morretes, a goiaba de Carlópolis, e o mel de Ortigueira, entre outros.
Há ainda diversos produtos que aguardam registro no INPI, como as tortas de Carambeí e o mel de Prudentópolis, evidenciando a riqueza cultural e econômica da produção paranaense.
Para mais informações sobre os produtos paranaenses com Indicação Geográfica, acesse a série especial da Agência Estadual de Notícias (AEN) aqui.
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