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Fiscais de Santa Catarina e Rio Grande do Sul conhecem experiência do Paraná no combate ao greening

As ações de combate ao greening, também conhecido como HLB, na região Noroeste do Paraná têm se consolidado como um modelo eficaz, atraindo a atenção de fiscais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, que visitam o estado para conhecer a metodologia aplicada. O trabalho em andamento no Paraná já resultou na erradicação de mais de 1 milhão de plantas contaminadas ou ameaçadoras, protegendo a cadeia produtiva da citricultura local.

Resultados Promissores no Combate ao Greening

O greening é a doença mais letal para a citricultura, afetando diversas variedades de citros, como laranjas, limões e tangerinas. Desde o início das ações, foram removidas plantas contaminadas em áreas urbanas e propriedades comerciais e não comerciais para mitigar os danos à produção.

A visita das equipes começou na terça-feira (27), em Paranavaí, o maior produtor de laranjas do Paraná, onde foram apresentadas as práticas adotadas nos três estados e realizadas visitas a pomares comerciais e à indústria de sucos Prat’s. Em 2023, o município colheu 184 mil toneladas de laranjas em 4,6 mil hectares, gerando R$ 189,1 milhões em Valor Bruto de Produção (VBP), segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Cooperação entre Estados do Sul

Em uma declaração sobre a importância da colaboração entre os setores público e privado, Caroline Garbuio, coordenadora do programa de Citricultura da Adapar, afirmou: “Essa doença somente será controlada com a ajuda de todos. O Governo do Estado, prefeituras, indústrias, cooperativas e produtores estão somando suas forças para ter mais efetividade”. Na quarta-feira (28), está programado um encontro na prefeitura para discutir ações relacionadas à erradicação de plantas cítricas e murta.

Desafios em Outros Estados

Santa Catarina, que enfrenta focos de greening desde 2022, intensificou a vigilância em 140 pontos monitorados em 2024. Fabiana Alexandre Branco, gestora da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Cidasc, destacou a importância da citricultura para a agricultura familiar no estado. “Queremos usar todos os exemplos do Paraná para melhorar as práticas de integração e conscientização”, afirmou.

O Rio Grande do Sul, por sua vez, está preocupado em evitar a entrada da doença, que já afeta países vizinhos. Alonso Duarte de Andrade, chefe da Divisão de Auditoria e Gestão Estratégica do Departamento de Defesa Vegetal do estado, enfatizou a importância de aprender com a experiência do Paraná e fortalecer ações colaborativas entre os três estados do Sul.

Ação e Conscientização

O greening foi registrado pela primeira vez no Paraná em 2006, mas as ações efetivas começaram a ganhar força em 2022. O estado declarou emergência fitossanitária por meio do Decreto 4.502/2023, que permite à Adapar fiscalizar e erradicar plantas hospedeiras. A Câmara Técnica de Citricultura, que reúne entidades públicas e privadas, também tem se reunido para discutir estratégias e pesquisas sobre a doença.

Como parte das estratégias, a Adapar conduziu operações de conscientização em várias cidades, erradicando plantas sintomáticas e intensificando a fiscalização sobre a venda de mudas clandestinas. Desde então, mais de 1 milhão de plantas já foram eliminadas.

Impacto da Doença na Citricultura

O greening, causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp, apresenta sérios riscos para as plantações cítricas, resultando em frutos menores e deformados, redução na produção e, em casos extremos, na morte das plantas. Embora a erradicação de plantas doentes seja atualmente obrigatória apenas em pomares com menos de oito anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária avalia a possibilidade de novas normas que possam exigir a erradicação em todas as plantações.

Produção Citricultora no Paraná

O Paraná se destaca como o terceiro maior produtor de citros do Brasil, cultivando as variedades principais em 29,3 mil hectares. Em 2023, a produção alcançou 860,9 mil toneladas, com a laranja sendo a variedade predominante. Os dados refletem um Valor Bruto de Produção de R$ 751,9 milhões apenas com a laranja, além de R$ 177,4 milhões com tangerinas e R$ 55,9 milhões com limões.

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