60% dos novos casos de Covid no Paraná são de jovens até 35 anos, diz secretário Beto Preto

E quem mais sofre são os idosos com 76% das mortes entre os que tem mais de 60 anos

Aquele encontro num bar, num posto de gasolina, aquela festa na casa de alguém, aquela aglomeração para beber na calçada. É em situações como essas que o coronavírus está se espalhando no Paraná. A afirmação é do secretário estadual de saúde, Beto Preto, que conversou ao vivo nesta quinta-feira (14), com Luiz Carlos Martins, na Rádio Banda B. Segundo ele, 60% dos novos casos de Covid no Paraná são de jovens até 35 anos.

“Tínhamos algo em torno de 40% das contaminações entre este grupo de até 35 anos há cerca de quatro meses, hoje este índice quase chega a 60%. E quem mais sofre com isso? Os idosos acima de 60 anos que representam 76% das mortes pelo coronavírus no estado. Na maioria das vezes, são pessoas que ficam em casa e são contaminadas por jovens que continuam aglomerando, infelizmente”, afirmou.

Beto Preto reforçou que esses jovens são, muitas vezes, assintomáticos ou com sintomas brandos. E vai além, afirmando que o Paraná deve ter  quatro ou cinco vezes mais contaminados do que os números oficiais, hoje em 423.024.

“Temos muitas pessoas que se contaminaram e não procuraram atendimento médico, seja por terem tido sintomas brandos ou por serem assintomáticas. Calculamos que cerca de 2,5 milhões de paranaenses já tenham tido contato com o vírus. Muitos talvez nem saibam disso”, completou.

Vacinação

O secretário disse ainda na Banda B que a vacinação deve começar entre os dia 23  e 26 de janeiro, dependendo do dia em que o Ministério da Saúde vai distribuir as doses. Reforçou que até maio, cerca de 4 milhões de paranaenses deverão ser imunizados.

“Vamos começar pelos profissionais de saúde da linha de frente e pessoas que vivem em aldeias isoladas. Na sequência, os demais profissionais de saúde e idosos acima de 75 anos. Depois virão os acima de 70, acima de 60, aí os portadores de doenças crônicas como hipertensos, diabéticos,  quem faz hemodiálise entre outros. Vamos vacinar os que têm acima de 18 anos. Não há previsão de vacinar crianças e adolescentes porque não existem testes para estas faixas etárias que, na grande maioria, apresentam sintomas brandos ou nenhum”.

Locais de vacinação

O secretário disse que o Paraná tem 1850 salas de vacina nas Unidades Básicas de Saúde e são estes locais que irão aplicar as doses.

“A vacinação vai acontecer prioritariamente nas unidades básicas, onde os profissionais conhecem a maioria da população. Ouvi ontem que o prefeito Rafael Greca está propondo o Pavilhão do Barigui como centro de vacinação, o que também é válido, mas nossa prioridade é vacinar nas unidades”.

Segundo ele, o Paraná deve aplicar vacinas da AstraZeneca/Oxford e também a Conoronac, do Instituto Butantã com a Sinovac.

“Vai dar tudo certo. O paraná está preparado e na terça-feira (19) já devermos ver o ministro Pazuello anunciando o início do plano nacional de vacinação”, concluiu.

Informações Banda B.

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Anvisa aprova estudo de universidade de Curitiba para tratamento da Covid

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o estudo clínico da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) de um produto de terapia celular avançada para tratamento de pacientes com pneumonia viral em decorrência da Covid-19. O ensaio clínico faz parte de um dos projetos de pesquisa aprovados no edital interno da PUCPR, lançado em 2020, que contou com o subsídio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Contemplada pelo mesmo edital, outra pesquisa que avalia o estado de portador do vírus de cães e gatos domésticos apresentou resultados recentemente.

Em 2020, a instituição de ensino superior selecionou um total de 13 projetos, dos quais seis já tiveram divulgados resultados parciais ou conclusivos. De acordo com a diretora de pesquisa da PUCPR, Vanessa Sotomaior, alguns estudos já estavam em andamento e, com o auxílio do BRDE, foi possível concluí-los ou garantir a continuidade do projeto.

“A PUCPR com sua área de pesquisa científica vem contribuindo com estudos sobre o coronavírus, além de projetos humanitários que auxiliam a sociedade a enfrentar essa crise”, disse Vanessa.

Para o vice-presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, a divulgação de avanços nestas pesquisas contribuem para confirmar o caráter de responsabilidade social dos patrocínios executados pelo banco. “Estamos felizes, não só pelo arrefecimento da pandemia, mas também pela contribuição dos pesquisadores da nossa região com o conhecimento científico global acerca dessa doença”, afirmou.

Esta é a segunda iniciativa bem-sucedida entre BRDE e a PUCPR. A primeira foi com o BRDE Labs, programa desenvolvido em parceria com a Hotmilk – Ecossistema de Inovação da PUCPR, que selecionou projetos inovadores de startups voltados às demandas de agroindústrias paranaenses.

TERAPIAS AVANÇADAS  Coordenada pelo professor da Escola de Medicina da PUCPR, Paulo Roberto Slud Brofman, a pesquisa em humanos avalia o potencial terapêutico das células-tronco mesenquimais (CTM) para tratamento de pacientes com síndrome respiratória aguda grave decorrente do novo coronavírus.

Serão incluídos no estudo 60 pacientes com pneumonia viral causada por Sars-CoV-2 confirmado por testes RT-PCR, em situação moderada ou grave. O protocolo inclui a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) pelos pacientes.

Participarão da pesquisa o Hospital do Trabalhador, o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, todos de Curitiba, além do Hospital Espanhol (Salvador), Hospital de Clínicas de Porto Alegre e do Instituto Nacional de Cardiologia (Rio de Janeiro).

Os produtos de terapias avançadas são desenvolvidos à base de células ou genes humanos, considerados medicamentos especiais, e necessitam de registro sanitário na Anvisa. O uso desses produtos sem a autorização da Agência pode colocar as pessoas em grave risco e configura infração sanitária e penal.

Para uso clínico na população, é necessário que haja a comprovação inequívoca da segurança, eficácia e qualidade dos produtos. Durante a fase de desenvolvimento e por meio de pesquisas controladas definem-se as indicações clínicas, as principais reações adversas observadas, os cuidados especiais com o paciente durante e após o uso, bem como os atributos críticos da qualidade do produto.

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO – De acordo com informações da Agência Brasil, a pesquisa coordenada pelo médico veterinário Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ciências da Vida da PUC-PR, atestou que apenas 11% dos cães e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram Covid-19 apresentam o vírus nas vias aéreas. Esses animais apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas não têm sinais clínicos da doença.

Até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 cães e dez gatos. Eles foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de Covid-19 e os que não tiveram. A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam espaços com pessoas com Covid-19 têm sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secreção nasal ou ocular.

Foram feitos testes PCR, isto é, testes moleculares, baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos animais e também coletas de sangue, com o objetivo de ver se os cães e gatos domésticos tinham o vírus. “Eles pegam o vírus, mas este não replica nos cães e gatos. Eles não conseguem transmitir”, explicou Farias.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença é muito pequena. O estudo conclui, ainda, que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, não têm o vírus nas vias aéreas.

Com novo lote da Pfizer, Paraná vai acelerar vacinação de jovens de 12 a 17 anos

Mais 318.240 doses da vacinas Pfizer/BioNTech desembarcaram no Paraná nesta terça-feira (19). O lote contém 228.150 doses destinadas a adolescentes sem comorbidades, o primeiro lote carimbado para vacinação da população de 12 a 17 anos em geral. Outras 90.090 são para a segunda dose (D2), referente à 40ª pauta do Ministério da Saúde.

A remessa chegou no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, em dois voos distintos, um às 18h40 e o outro às 19h10. Os imunizantes fazem parte da 59ª pauta de distribuição do Ministério da Saúde. As doses foram encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) para conferência e armazenamento e serão enviadas nesta quarta-feira (20) por via terrestre para todas as Regionais de Saúde.

O Paraná já iniciou a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos, sem comorbidades, utilizando o remanescente da reserva técnica enviada em todas as remessas para os municípios. Agora, a chegada de doses específicas para este grupo, vai acelerar a vacinação deste público.

De acordo com os dados do Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 249.472 doses em adolescentes. No total, já são 14.619.702 vacinas contra a Covid-19, sendo 8.320.875 D1 e 5.780.512 da D2. Além disso, o Estado também registra a aplicação de 25.042 doses adicionais (DA) e 167.466 doses de reforço (DR).