17 mil pessoas visitaram os atrativos dos parques estaduais no recesso do final do ano

O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou nesta quinta-feira (13) um balanço da visitação dos parques estaduais abertos à visitação durante o período de recesso do Natal e Ano Novo, entre os dias 20 de dezembro de 2021 e 03 de janeiro deste ano.

O relatório de 15 dias registra o número de visitantes em 13 Unidades de Conservação (UC’s), consideradas as mais movimentadas no Estado. Nesse período, 17.174 pessoas visitaram essas unidades.

O parque que atraiu o maior número de turistas foi Vila Velha (5.718), em Ponta Grossa, seguido do Parque Estadual do Monge (3.436), na Lapa, e do Parque Estadual Serra da Baitaca (2.617), na Região Metropolitana de Curitiba.

O secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest), Márcio Nunes, lembra que os atrativos naturais são os mais procurados para lazer durante essa época de pandemia, principalmente pelos espaços arejados. O verão também favorece a visitação.

“Os números comprovam que o turismo ligado à natureza é o que mais atrai turistas hoje, principalmente por serem espaços abertos, o que oferece menos riscos ao contágio do coronavírus”, disse.

Com exceção do Parque Vila Velha e da Ilha do Mel, as UC’s fecharam apenas nos dias 25 e 31 de dezembro. 

O diretor de Políticas Ambientais da Sedest, Rafael Andreguetto, lembra que as administrações das UC’s continuam seguindo todas as recomendações das autoridades sanitárias, como uso de máscaras e álcool em gel e orientações para que os visitantes evitem aglomerações.

“O Paraná tem atrativos diversos, com trilhas naturais, caminhadas na natureza. É importante que essa visitação seja responsável, ambientalmente correta e divertida”, afirmou. “Atraímos milhares de pessoas no recesso do fim de ano e todas fizeram a visitação com segurança”.

O diretor lembra, ainda, que para que esse controle seja ainda mais efetivo, é obrigatório que a entrada nos Parques Estaduais seja feita apenas pela Portaria Oficial. 

INTERDITADO – O Caminho do Itupava, atrativo do Parque Estadual Serra da Baitaca, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), não contabilizou para o balanço, por ele permanece fechado para visitação devido às obras de reparos na trilha.

SALTO SÃO JOÃO – O Monumento Natural Salto São João, em Prudentópolis, quarta atração mais procurada nessa temporada, recebeu mais de 60 mil pessoas de 2017 a 2020, número superior à população da cidade. A exploração do parque será concedida para a iniciativa privada nos próximos meses.

CAPACIDADE – Cada Parque Estadual tem uma capacidade de visitação, também descrita na Portaria IAT nº 313/2021.

Unidades de Conservação mais visitadas durante recesso de Natal e Ano Novo:

Parque Vila Velha – 5.718 visitantes

Parque Estadual do Monge – 3.436 visitantes

Parque Estadual Serra da Baitaca – 2.617 visitantes

Monumento Natural Salto São João – 1.935 visitantes

Parque Estadual do Guartelá – 1.533 visitantes

Parque Estadual de São Camilo – 1.200 visitantes

Parque Estadual Pico do Marumbi – 746 visitantes

Parque Estadual Serra da Esperança – 632 visitantes

Parque Estadual Cabeça do Cachorro – 250 visitantes

Parque Estadual Rio da Onça – 225 visitantes

Parque Estadual Pico do Paraná – 200 visitantes

Parque Estadual Rio Guarani – 180 visitantes

Parque Estadual do Palmito – 35 visitantes

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Paraná registra o maior número de novos casos de Covid-19 dos últimos 10 meses em um mesmo boletim

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta terça-feira (18) mais 23.870 casos confirmados e 21 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Um número de novos casos maior do que esse foi registrado apenas em 7 de março do ano passado, quando o boletim apontou 44.967 novos diagnósticos da doença. Os dados deste novo boletim são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas, que são de 16.809 casos e três óbitos. 

O monitoramento da Covid-19 mostra que o Paraná soma 1.721.264 casos confirmados e 40.727 mortos pela doença.

Os casos divulgados nesta data são de janeiro (22.499) de 2022; dezembro (113), novembro (49), outubro (90), setembro (159), agosto (218), julho (66), junho (83), maio (76), abril (49), março (85), fevereiro (29) e janeiro (34) de 2021; e dezembro (83), novembro (128), outubro (28), setembro (26), agosto (26), julho (24), junho (3), maio (1) e abril (1) de 2020.

Os óbitos são de março (3), abril (4) e dezembro (2) de 2021 e janeiro (12) de 2022.

Internados

68 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados em leitos SUS (27 em UTIs e 41 em leitos clínicos/enfermaria) e nenhum em leitos da rede particular (UTI ou leitos clínicos/enfermaria).

Há outros 856 pacientes internados, 305 em leitos de UTI e 551 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Mortes

A Sesa informa a morte de mais 21 pacientes. São sete mulheres e 14 homens, com idades que variam entre 38 e 92 anos. Os óbitos ocorreram entre 25 de março de 2021 e 18 de janeiro de 2022.

Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (6), Ponta Grossa (2), Maringá (2), Umuarama, Rosário do Ivaí, Pontal do Paraná, Pinhais, Pato Branco, Londrina, Ibiporã, Curiúva, Borrazópolis, Araucária e Almirante Tamandaré.

O monitoramento da Sesa registra 8.301 casos de residentes de fora do Estado – 224 pessoas foram a óbito.

Monitoramento

A Sesa está monitorando a situação epidemiológica do Paraná e o crescimento no número de casos diários divulgados pela pasta. A Secretaria reforça que as medidas de prevenção como uso de máscaras, lavagem das mãos e uso do álcool em gel permanecem sendo necessárias, juntamente com a continuidade da vacinação contra a Covid-19.

Um ano após início da vacinação, PR tem mais de 70% da população completamente imunizada

Em 18 de janeiro de 2021, o Paraná recebia as primeiras doses do imunizante CoronaVac, produzido pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A data marcou a aplicação das primeiras doses em oito profissionais de saúde da linha de frente do Complexo Hospitalar do Trabalhador, de Curitiba, e o início de uma campanha de vacinação em massa para diminuir os efeitos devastadores da pandemia de Covid-19.

Um ano depois, nesta terça-feira (18), o Estado já ultrapassou uma série de etapas no que diz respeito à imunização, como, por exemplo, o número de paranaenses completamente imunizados: mais de 70% da população já recebeu as duas doses ou dose única, e mais de 80% já tomaram a primeira. O Paraná é o sexto estado com o maior número de aplicações.

Até o momento, foram 19.045.464 vacinas aplicadas na população geral, sendo que, destas, 9.099.905 foram destinadas à aplicação da primeira dose, e 8.397.774 à segunda dose ou dose única. As doses de reforço em idosos e imunossuprimidos já contabilizam 1.664.602 aplicações. Em relação à dose adicional, para imunossuprimidos que receberam mais uma dose, além das duas normais ou dose única, foram aplicadas 141.868. Os dados constam no sistema do Ministério da Saúde, atualizado em tempo real pelos estados, portanto, pode haver algumas divergências.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, o alto índice de cobertura vacinal no Estado contribuiu para uma redução na ocupação de leitos, no número de mortes e também na incidência de casos graves. “Nós conseguimos ultrapassar os momentos difíceis por causa da vacina. Senão, teríamos perdido a vida de muitos paranaenses”, ressaltou.

No dia 18 de janeiro de 2021 o índice de internamento em UTI era de 84% (1.199 leitos). O último boletim do Estado mostra ocupação de 56% em 477 leitos. Apesar da nova onda ligada à Ômicron, a média de óbitos diária é de 2, contra 28 em janeiro de 2021. Em janeiro do ano passado foram 1.936 mortes. Em dezembro, 120, diminuição de 93,8%.

Além disso, o secretário fez questão de ressaltar a mobilização do Estado para garantir a execução da campanha de vacinação. “Nossa imunização é exemplar porque temos a cultura da vacina no Estado, onde temos pessoas extremamente conhecedoras do tema, e que nos ajudam a fazer acontecer essa vacinação lá na ponta. Através delas, nós tivemos esse resultado tão positivo, mas que não acabou. A tarefa continua”, reforçou.

“A vacina é fundamental. Quem não toma vacina está vulnerável, vira uma presa fácil dos vírus. Começa a ocorrer uma seleção natural e o vírus vai tentando se reproduzir através da infecção, e ele vai procurar o hospedeiro que tenha menos imunidade. Quem não tomou vacina está com menos imunidade que os outros nesse momento”, ressaltou o secretário.

CRIANÇAS – No último sábado (15), o Paraná deu mais um passo no objetivo de imunizar completamente a população, com o início da vacinação de crianças com idade entre 5 e 11 anos. O secretário faz um apelo para que os pais levem seus filhos aos postos de vacinação. “Nós temos um momento importante para cumprir nos próximos dois ou três meses, e quero convocar os paranaenses para ficarem muito alertas. Vamos fazer essa vacinação acontecer da melhor forma possível”, afirmou o secretário.

PÚBLICOS – O Paraná aplicou 14.807.472 doses de imunizantes no público com idade acima de 18 anos. Foram, por exemplo, 1.318.626 doses nos profissionais da saúde; 1.429.357 em pessoas com comorbidades; 543.756 em trabalhadores da educação; 162.713 em profissionais do transporte; 137.740 em gestantes e puérperas; 119.271 em pessoas com deficiência permanente; 57.722 na população privada de liberdade; 23.496 em indígenas; e 6.260 em pessoas em situação de rua.

MUNICÍPIOS – Em números absolutos, os dez municípios que mais aplicaram vacinas foram Curitiba (3.277.908); Londrina (1.035.844); Maringá (862.911); Cascavel (583.327); Ponta Grossa (512.855); São José dos Pinhais (388.652); Foz do Iguaçu (432.346); Colombo (423.528); Guarapuava (254.364); e Paranaguá (266.290).

DISTRIBUIÇÃO – Ao longo de um ano de imunização, foram distribuídas no Paraná quatro vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): CoronaVac, vacina adsorvida inativada, fabricada pela Sinovac (China) e Instituto Butantan (Brasil); AstraZeneca, vacina recombinante, elaborada pela AstraZeneca, Oxford e Fiocruz; Pfizer, vacina de RNA mensageiro (RNAm), da parceria Pfizer e BioNTech; e Janssen, vacina recombinante, produzida pela Janssen-Cilag, braço farmacêutico da Johnson & Johnson.