​Paraná se aproxima de 1 milhão de idosos vacinados contra a Covid-19

O Paraná ultrapassou neste fim de semana a marca de 1,3 milhão de paranaenses vacinados contra a Covid-19. Destes, quase 1 milhão correspondem apenas a idosos: são 977.484 pessoas acima de 60 anos que já receberam pelo menos a primeira dose do imunizante. O número corresponde a 55% da estimativa da Secretaria estadual da Saúde para esta população, que totaliza 1.781.813 pessoas, segundo o Plano Estadual de Vacinação.

Já a segunda dose, que demanda um intervalo específico de tempo para a sua aplicação, tem um percentual de 10% de idosos vacinados – foram 175.276 pessoas que receberam a D2 e completaram a imunização contra o coronavírus. Nesta etapa, a recomendação de intervalo de tempo varia conforme a fabricante: são 21 dias para a Coronavac, fabricada pela Sinovac/Instituto Butantan, e 12 semanas para a Covishield, fabricada pela Universidade de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz.

Somando os outros grupos prioritários, o Paraná aplicou, até esta segunda-feira (12), um total de 1.304.239 primeiras doses. O número corresponde a 12,49% da sua população total e a 28,1% dos grupos prioritários previstos no plano de vacinação – que estimam cerca de 4,6 milhões de pessoas e incluem, dentre outras categorias, indígenas, pessoas com comorbidades, trabalhadores de saúde, da educação e da segurança pública.

As informações são do Vacinômetro, plataforma online da Secretaria estadual da Saúde que mostra em tempo real os dados da vacinação no Paraná.

FAIXAS ETÁRIAS 

A faixa etária mais avançada na vacinação é a dos idosos que possuem entre 80 e 89 anos: 97,28% (199.741) receberam a primeira dose e 45,8% (91.485 pessoas) receberam ambas as doses. A faixa de 75 a 79 anos também apresenta um alto percentual de aplicação: 93,4% (201.592 pessoas) receberam a primeira dose e 23,3% (50.291 pessoas) receberam as duas.

Entre os idosos de 70 a 74 anos, 292.361 já foram imunizados, o que corresponde a 90,96% desta população. Esta faixa começa a receber a segunda dose nas próximas semanas. Por isso, apenas 1,04% desta população já teve a imunização completada pela D2.

A faixa de 65 a 69 anos é a prioridade do Estado neste momento. Até agora, foram 248.512 pessoas vacinadas – 56,58% do total deste grupo, sendo que 1.090 delas receberam também a segunda dose, o equivalente a 0,25%.

Alguns municípios também já iniciaram a vacinação dos adultos com 60 a 64 anos. Foram 7.461 vacinados, o que corresponde a 1,35% deste grupo.

A única faixa que apresenta um gargalo na vacinação é a de idosos com mais de 90 anos: 65,32% (33.240 pessoas) do grupo recebeu a primeira dose e 56,95% (28.983 pessoas) receberam D1 e D2. No entanto, a Secretaria estadual da Saúde estima que esta seja uma divergência na estimativa dos dados desta população, já que há uma busca ativa por idosos na estratégia extramuros e o Estado tem observado uma boa adesão à vacinação por parte dos cidadãos.

O diretor-geral da pasta, Nestor Werner Junior, explica que a metodologia do Ministério da Saúde para estimar os grupos prioritários do plano de vacinação utiliza diferentes bases de dados e, por isso, pode haver uma diferença entre a expectativa e a realidade.

“Como é uma estimativa, a gente não sabe efetivamente quantas doses vão ser aplicadas em cada grupo: a estimativa pode estar maior ou menor. Existe uma dinâmica do dia a dia que influencia no número final, e por isso você tem alguns municípios mais adiantados e outros mais atrasados com relação à faixa etária. Como são 399 realidades, existe muita diversidade no Estado”, relata o diretor.

PROFISSIONAIS DE SAÚDE 

O grupo dos trabalhadores da área da saúde foi o primeiro a ter sua vacinação iniciada no Paraná. Em um primeiro momento, a imunização priorizou os profissionais atuando na linha de frente de combate à Covid-19. Posteriormente, a vacinação neste grupo começou a ser intercalada à dos idosos, cuja mortalidade pelo coronavírus é maior.

Até esta segunda-feira (12), 98,77% deste grupo já havia recebido a primeira dose – um total de 299.291 profissionais –, e 47,4% receberam ambas, sendo 143.602 profissionais.

Também já foi iniciada a imunização de outros grupos prioritários. Idosos institucionalizados, indígenas e pessoas com deficiência em instituições inclusivas foram grupos abarcados ainda no início do programa de vacinação. Na etapa atual, além das pessoas de 65 a 69 anos, o Paraná está vacinando também os trabalhadores de segurança pública/Forças Armadas e os quilombolas. Entre os próximos grupos previstos estão pessoas com comorbidades e profissionais da educação.

Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a previsão atual para abril é que o Paraná receba 1,5 milhão de doses. “Com esse número, nosso foco é começar a vacinar as pessoas com pelo menos 60 anos de idade. Chegando nessa meta, conseguiremos diminuir muito a mortalidade nas nossas UTIs. Hoje, 67% dos paranaenses que perderam a vida para o coronavírus têm mais de 60 anos de idade. Conseguindo imunizá-los, tenho certeza de que vamos baixar a mortalidade de forma geral”, explicou.

No total, foram 2.495.350 doses de vacinas recebidas do Ministério da Saúde desde janeiro.

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Campanha “Vacina UFPR” chega a mais de mil doações individuais; saiba como contribuir

A campanha “Vacina UFPR” mobiliza a sociedade para a captação de recursos e o financiamento de uma vacina 100% nacional e de baixo custo contra a Covid-19 e outras doenças. 

Em 20 dias, já foram arrecadados R$ 83.323,48 em 1005 doações individuais. No mesmo período, o site vacina.ufpr.br já teve mais de 8 mil acessos e os posts nas redes sociais da UFPR já alcançaram quase 400 mil pessoas, com 3600 compartilhamentos. 

A divulgação da campanha estimulou outros tipos de engajamento. Por sugestão de uma amiga, a fotógrafa e influenciadora digital Patrícia Miguez compartilhou um vídeo para incentivar as doações. Apenas nas redes da UFPR, o material já foi visto por mais de 132 mil pessoas.

Ela aceitou o desafio por entender que a vacina pode servir para outras doenças e ajudar pessoas no Brasil e em outras partes do mundo, no futuro.  “É uma questão de ajudar a comunidade científica e o nosso país como um todo. A vacina é uma arma muito importante. Caso você não possa ajudar, marque as pessoas nas suas redes e espalhe. Quanto mais gente tiver essa informação, mais gente pode doar e ajudar a UFPR a desenvolver a vacina. Vai ser uma bênção ter uma opção barata, nacional e com multipropósito”, relata Patrícia.  

As contribuições para a campanha “Vacina UFPR” permitirão aos pesquisadores avançar com as fases de testes em animais até o final do ano, o que credenciará o pedido à Anvisa para os testes em humanos. 

Com as doações, será possível também aprimorar a infraestrutura física e laboratorial, buscar a transferência de tecnologia para produção em escala industrial e o desenvolvimento de imunizantes.

Sobre a capacidade de produção 100% nacional, o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, destaca: “É muito importante para a soberania do país que tenhamos uma vacina sem a dependência de importação de insumos. Esta luta por uma vacina nacional reforça a importância da ciência e da universidade pública, que se mostraram imprescindíveis durante essa pandemia”. 

O superintendente de parcerias e inovação da UFPR, Helton José Alves, ressalta a economia para os cofres públicos que o imunizante da UFPR poderá trazer. “Para cada real economizado por dose da vacina, estamos falando de milhões de reais, o que torna mais interessante essa plataforma, para a Covid-19 e outras patologias”, revelou Alves em entrevista ao programa “Volume UFPR”, da Rádio UniFM. 

O professor Emanuel Maltempi de Souza, um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da Vacina UFPR, em reportagem da Agência Escola de Comunicação Pública da UFPR, explica que o projeto foi concebido pensando no retorno à sociedade dos conhecimentos produzidos na universidade. “Se continuarmos tendo sucesso no desenvolvimento e testagem da Vacina UFPR, estou convencido que o país terá condições de produzir as doses necessárias para todos os brasileiros”. 

Para alcançar esses objetivos, os custos estão estimados em R$ 76 milhões de reais. Por isso, a campanha aceita doações de qualquer valor, por depósito, transferência bancária para a conta da campanha ou usando chave Pix. 

No site vacina.ufpr.brestão disponíveis os relatórios de acompanhamento dos recursos captados para o desenvolvimento da vacina e notícias sobre o avanço das pesquisas. 

A conta bancária para as doações é exclusiva do Programa de Imunizantes da UFPR, gerida pela Fundação da Universidade Federal do Paraná – FUNPAR. Todas as doações de pessoas físicas e/ou jurídicas são destinadas exclusivamente à continuidade da pesquisa e desenvolvimento da vacina  e não são dedutíveis do Imposto de Renda. 

Os valores captados pela campanha se somam aos financiamentos já obtidos via Rede Vírus, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a recursos próprios da UFPR e aos do Governo do Estado do Paraná, que chegam a R$ 1,3 milhão.  

Além disso, o Tribunal de Contas do Estado transferiu R$ 18 milhões ao Governo do Estado, que serão destinados à estrutura de laboratórios para a Vacina UFPR. O poder executivo deve repassar esse valor à universidade por meio de um acordo que será celebrado em breve. 

Três em cada quatro cidades paranaenses já vacinam a faixa dos 30 anos contra a Covid-19

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde junto aos 399 municípios nesta quinta-feira (22) mostra que 304 (76%) municípios paranaenses estão vacinando o público em geral na faixa dos 30 a 39 anos, conforme o calendário divulgado em meados de junho. Isso significa que três em cada quatro cidades paranaenses estão imunizando a população dentro do mesmo intervalo, conquistando, juntas, novos públicos.

Outras 16 cidades (4%) já avançaram nesta faixa e estão imunizando cidadãos de 18 a 29 anos. Isso foi possível por causa da quantidade de grupos prioritários nesses municípios, o que naturalmente adiantou a imunização. E apenas 79 ainda estão acima de 40, sendo que 48 delas estão vacinando entre 40 e 41 anos, projetando alcançar a faixa dos 30 até o fim dessa semana.

Em todo Estado, a média geral de idade é de 36,3 anos, mas ela deve cair rápido porque os municípios começam a aplicar nesta quinta suas cotas das 377.505 doses enviadas na quarta-feira (21). De acordo com o calendário do Governo do Paraná, a meta é que até setembro toda a população acima dos 18 anos esteja vacinada com a primeira dose.

“Com as doses recebidas nesta semana, iremos avançar na vacinação do público geral, o que temos feito de maneira exemplar. O Paraná é o 5º estado que mais imunizou no País. A agilidade logística do Estado em distribuir os imunizantes para os municípios e ações de incentivo como a campanha De Domingo a Domingo, além do esforço ininterrupto das prefeituras, são alguns dos motivos para o sucesso da vacinação com as doses já disponibilizadas”, disse o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

“Com exceção de casos excepcionais, de cidades em que boa parte da população foi atendida dentro das prioridades elencadas pelo Ministério da Saúde, há uma uniformização na aplicação dos imunizantes, com a maioria dos municípios vacinando a mesma faixa etária. É o que sempre buscamos desde o início: equilíbrio e agilidade para os paranaenses”, completou o secretário.

Ele ainda disse que com a nova metodologia de distribuição a expectativa é de aproximar mais as faixas etárias.

Até a manhã desta quinta-feira (22), os municípios paranaenses já aplicaram 7.265.955 doses, sendo 5.323.744 com a primeira dose e 1.942.211 com as duas doses da vacina ou a dose única.  O Paraná também é o 3º que mais imunizou a chamada população em geral, que não entrou em nenhum grupo prioritário, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, e o 5º lugar em população totalmente protegida, um em cada cinco cidadãos.

IDADE – Dos 399 municípios, apenas 78 ainda vacinam a população acima dos 40 anos, com Nova Tebas (48) e Altamira do Paraná (47) com as idades mais altas. Outras 16 cidades paranaenses já estão vacinando a população abaixo dos 29 anos, com Santa Cecília do Pavão (18), Guaraqueçaba (18) e Antonina (18) na outra ponta.

A maioria dos municípios mais populosos do Paraná está na faixa dos 30: Curitiba (38), Londrina (39), Maringá (35), Ponta Grossa (36), Cascavel (33), São José dos Pinhais (38), Guarapuava (33) e Colombo (36). Todos já anunciaram novas reduções com a distribuição das novas doses, avançando a novos públicos.

Apenas Foz do Iguaçu (28) e Paranaguá (22) estão mais adiantadas, a primeira por conta da estratégia de controle de variantes na fronteira, a segunda pela quantidade de grupos prioritários na população, como portuários, vacinados anteriormente. 

“É muito importante que toda a população esteja atenta ao chamado dos municípios para a vacinação, estamos tendo baixas tanto na ocupação de leitos como na taxa de transmissão em todo Estado, isso é reflexo do avanço da vacinação, aliada às medidas protetivas como o uso da máscara e do álcool em gel e distanciamento social”, acrescentou o secretário.   

MAIS DOSES – O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (22) que tem mais de 3,5 milhões de doses em estoque para enviar aos estados nos próximos dias. São 1,03 milhão de AstraZeneca/Oxford, pela Covax Facility, 1,05 milhão de Pfizer/BioNTech e 1,5 milhão de Coronavac/Butantan.

Confira o levantamento completo AQUI.